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Remo x Santos: partida vale classificação histórica na Copa do Brasil

Depois do empate sem gols na Vila Belmiro, times decidem no Mangueirão uma vaga nas quartas de final, a partida reúne casa cheia, confronto aberto, Neymar em campo e um retrospecto amplamente favorável ao Peixe na capital paraense.

Por Corte dos Esportes · 04/08/2026 · Categoria: Futebol

Remo e Santos entram em campo nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, para disputar uma das vagas nas quartas de final da Copa do Brasil. O jogo de volta das oitavas começa às 21h30, com transmissão do SporTV e do Premiere.

O empate por 0 a 0 no primeiro encontro deixou o confronto completamente aberto. Quem vencer no tempo normal avança diretamente. Caso ocorra um novo empate, independentemente do número de gols, a classificação será definida nas cobranças de pênaltis.

A decisão coloca frente a frente duas equipes que chegam com objetivos históricos. O Remo tenta alcançar as quartas de final pela primeira vez em 35 anos. A última vez que o Leão Azul esteve entre os oito melhores foi em 1991, quando avançou posteriormente à semifinal. O Santos busca encerrar um intervalo de cinco anos sem chegar às quartas da competição.

Empate na Vila transferiu toda a pressão para Belém

O Santos criou as principais oportunidades, mas encontrou dificuldades para transformar o volume ofensivo em vantagem no placar. Barreal acertou a trave logo aos seis minutos, enquanto Lucas Veríssimo desviou um escanteio cobrado por Neymar e também parou no travessão.

O Remo, porém, não ficou apenas na defesa. Aos nove minutos, Gabriel Brazão precisou fazer uma defesa importante em uma finalização perigosa de fora da área. A equipe paraense mostrou organização, protegeu os espaços centrais e conseguiu levar a decisão para o Mangueirão sem qualquer desvantagem.

O resultado reforçou a importância da eficiência no confronto de volta. O Santos teve mais momentos no campo ofensivo, mas não conseguiu marcar. O Remo suportou a pressão e ganhou a oportunidade de definir a vaga diante de sua torcida, em um cenário no qual o primeiro gol poderá alterar completamente a estratégia das duas equipes.

Como chega o Remo

O time de Léo Condé deve manter a base utilizada na Vila Belmiro.

A postura apresentada na ida indica que o Remo não precisa assumir riscos desde os primeiros minutos. O time pode aproveitar a pressão da torcida sem abandonar a compactação que funcionou na Vila. O principal desafio será encontrar equilíbrio entre atacar e não oferecer campo para Neymar, Gabigol e Barreal conduzirem transições.

O Leão Azul não poderá utilizar Zé Ivaldo e Patrick, impedidos por cláusulas contratuais. David Braga e Gabriel Poveda também estão fora porque já defenderam outras equipes nesta edição da Copa do Brasil. Tchamba segue em recuperação de lesão.

Provável escalação do Remo

  • Marcelo Rangel; Marcelinho, Matheus Felipe, Marllon e Mayk; Zé Welison, Leonel Picco e Zé Ricardo; Jajá, Yago Pikachu e Alef Manga.
  • Técnico: Léo Condé.

Como chega o Santos

O Peixe terá Neymar na decisão. Depois das dúvidas sobre sua logística para a viagem, o camisa 10 confirmou presença e deve se juntar à delegação em Belém no dia da partida. O atacante será novamente uma das referências técnicas do time comandado por Cuca.

A equipe terá uma mudança obrigatória na defesa. Lucas Veríssimo sofreu uma lesão na panturrilha esquerda durante o jogo de ida e está fora. Adonis Frías deve formar a dupla de zaga com João Ananias. Gabriel Menino aparece como favorito para começar na lateral direita, já que Igor Vinícius não viajou por causa de uma lombalgia.

O Santos precisará apresentar mais velocidade na circulação da bola do que mostrou em parte do primeiro encontro. Contra uma defesa compacta, apenas controlar a posse pode não ser suficiente. A equipe terá de movimentar seus jogadores entre as linhas, aumentar a participação dos laterais e evitar que Neymar fique isolado na criação.

Além de Lucas Veríssimo e Igor Vinícius, o Peixe não conta com Moisés, Vinícius Lira, Gustavo Henrique e Pepê Fermino, todos entregues ao departamento médico. Escobar e Neymar estão pendurados com dois cartões amarelos.

Provável escalação do Santos

  • Gabriel Brazão; Gabriel Menino, Adonis Frías, João Ananias e Escobar; Willian Arão ou João Schmidt, Christian Oliva, Gabriel Bontempo e Barreal; Neymar e Gabigol.
  • Técnico: Cuca.

Arbitragem da partida

  • Árbitro: Anderson Daronco, do Rio Grande do Sul
  • Assistente 1: Maira Mastella Moreira, do Rio Grande do Sul
  • Assistente 2: Michael Stanislau, do Rio Grande do Sul
  • VAR: Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira, de Minas Gerais

Retrospecto de Remo x Santos em Belém

A história do confronto no Pará apresenta ampla vantagem santista. Antes da partida desta terça-feira, os clubes se enfrentaram seis vezes na capital paraense. O Santos venceu cinco jogos, houve um empate e o Remo ainda não conseguiu derrotar o adversário jogando no seu estádio.

Embora os números favoreçam o time paulista, o retrospecto histórico não entra em campo como vantagem esportiva. O Remo terá a possibilidade de quebrar o tabu justamente em uma partida eliminatória, diante de um Mangueirão preparado para receber um dos jogos mais importantes da temporada azulina.

O reencontro santista no Mangueirão

A última partida entre Remo e Santos em Belém aconteceu em 18 de março de 2010, também pela Copa do Brasil. O Santos venceu por 4 a 0, com dois gols de Neymar e dois de André. A goleada eliminou a necessidade do confronto de volta, de acordo com o regulamento utilizado naquela edição.

Aquele Santos terminaria a competição como campeão. Neymar ainda estava no começo da carreira profissional e fazia parte de uma equipe marcada pelo futebol ofensivo. Dezesseis anos depois, o atacante volta ao Mangueirão usando novamente a camisa 10 do Peixe, agora como principal referência técnica e experiente do elenco.

Campanhas até as oitavas de final

O Remo chegou às oitavas depois de uma classificação de grande impacto contra o Bahia. O time paraense venceu por 3 a 1 na Arena Fonte Nova, em Salvador, e confirmou a vaga com outra vitória, por 2 a 1, no Mangueirão. O placar agregado de 5 a 2 mostrou uma equipe capaz de competir com eficiência dentro e fora de casa.

O Santos eliminou o Coritiba na fase anterior. Depois de empatar por 0 a 0 na Vila Belmiro, o Peixe venceu por 2 a 0 no Couto Pereira, com gols de Gabriel Bontempo e Adonis Frías. O roteiro serve como referência para a decisão em Belém: mais uma vez, o clube paulista precisa buscar a classificação longe de casa após uma igualdade sem gols como mandante.

O panorama dos demais duelos pode ser acompanhado na matéria sobre os confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil de 2026.

O que pode decidir Remo x Santos

A bola parada aparece como uma das armas mais importantes do confronto. O Santos acertou o travessão com Lucas Veríssimo após escanteio cobrado por Neymar no primeiro jogo. O Remo também possui jogadores fortes pelo alto e pode transformar faltas laterais e escanteios em oportunidades diante de sua torcida.

Outro ponto decisivo será o comportamento do Remo depois de recuperar a bola. Se conseguir escapar da primeira pressão, o time paraense poderá explorar os corredores com Yago Pikachu, Jajá e Alef Manga. Para o Santos, será fundamental manter equilíbrio defensivo quando os laterais avançarem.

Neymar será o jogador mais observado da noite, mas o Santos não pode depender exclusivamente do camisa 10. Gabriel Bontempo, Barreal e Gabigol precisarão oferecer movimentos constantes para evitar que a marcação do Remo concentre toda a atenção em um único jogador.

Do lado azulino, Zé Welison, Leonel Picco e Zé Ricardo terão papel central. O trio precisa diminuir os espaços entre defesa e meio-campo, disputar os rebotes e impedir que Neymar receba de frente para a área. A capacidade de suportar os momentos de pressão sem recuar excessivamente poderá definir a sobrevivência do Remo no torneio.

Uma decisão entre o peso da história e a força do Mangueirão

O retrospecto coloca o Santos em posição historicamente confortável. O Remo, porém, chega fortalecido pela classificação sobre o Bahia, pelo empate conquistado na Vila Belmiro e pela possibilidade de decidir diante de sua torcida.

Para o clube paraense, a vitória significaria o fim de dois longos jejuns: seria o primeiro triunfo sobre o Santos e a primeira classificação às quartas de final da Copa do Brasil desde 1991. Para o Peixe, avançar representaria o retorno ao grupo dos oito melhores depois de cinco anos e mais um passo em busca do segundo título de sua história no torneio.

O empate sem gols no primeiro jogo eliminou qualquer margem para acomodação. Remo e Santos chegam ao Mangueirão separados por detalhes, com a pressão da arquibancada de um lado e o peso técnico e histórico do outro. Em uma noite com possibilidade de pênaltis, organização, eficiência e controle emocional serão tão importantes quanto o talento individual.