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SLS Paris 2026 reúne Rayssa Leal, Nyjah Huston e elite do skate em Roland-Garros

Street League chega a Paris neste sábado, 3 de outubro, para a quinta parada da temporada 2026. Rayssa Leal, Giovanni Vianna e Carlos Ribeiro representam o Brasil em um evento que reúne alguns dos principais nomes do skate street mundial.

Por Corte dos Esportes · 01/10/2026 · Categoria: Skate

Um dos palcos mais tradicionais do tênis mundial volta a trocar o saibro pelo skate. O SLS Paris 2026 será disputado no Stade Roland-Garros, na capital francesa, reunindo atletas de diferentes gerações em mais uma etapa importante do Street League Skateboarding Championship Tour.

A etapa de Paris chega depois das passagens por Sydney, Downtown Los Angeles, Rio de Janeiro e Tempe. Depois da França, o circuito ainda seguirá para Tóquio, em 14 de novembro, antes do Super Crown, marcado para 12 e 13 de dezembro no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

Para o público brasileiro, a principal atração é Rayssa Leal. No masculino, Giovanni Vianna e Carlos Ribeiro também estão confirmados na lista oficial da etapa.

Principais nomes do SLS Paris 2026:

Feminino

  • Rayssa Leal — Brasil
  • Chloe Covell — Austrália
  • Coco Yoshizawa — Japão
  • Yumeka Oda — Japão
  • Momiji Nishiya — Japão
  • Liz Akama — Japão
  • Aoi Uemura — Japão
  • Funa Nakayama — Japão

Masculino

  • Giovanni Vianna — Brasil
  • Carlos Ribeiro — Brasil
  • Nyjah Huston — Estados Unidos
  • Vincent Milou — França
  • Cordano Russell — Canadá
  • Braden Hoban — Estados Unidos
  • Chris Joslin — Estados Unidos
  • Jagger Eaton — Estados Unidos

A presença de campeões de etapas, medalhistas olímpicos e nomes consolidados da Street League reforça o nível técnico do evento em Paris.

SLS transforma Roland-Garros em pista de skate

A relação entre a Street League e Paris ganhou um capítulo especial em 2025, quando recebeu a competição pela primeira vez. Naquela edição, o francês Vincent Milou venceu a disputa masculina diante de sua torcida, enquanto Aoi Uemura conquistou sua primeira vitória na SLS no feminino.

Em 2026, a competição retorna ao mesmo complexo e terá novamente uma pista construída especificamente para a etapa. O desenho divulgado pela organização inclui elementos tradicionais do street, como corrimãos, escadas e bordas, além de transições. A característica é central para a identidade da Street League: em vez de utilizar uma pista permanente, o circuito monta configurações próprias para diferentes eventos e cidades.

Formato tradicional: voltas e manobras

Diferentemente das etapas no modelo Takeover, o SLS Paris 2026 será disputado no formato tradicional da Street League. Cada skatista terá duas voltas de 45 segundos para construir uma linha completa. Depois, serão cinco tentativas de best trick, quando os competidores podem concentrar o risco técnico em manobras individuais.

Ao todo, cada atleta recebe sete notas — duas das voltas e cinco das manobras. Para definir a pontuação, são consideradas as quatro melhores, permitindo um máximo de 40 pontos. O sistema cria espaço para estratégias diferentes: uma boa volta pode construir vantagem, enquanto notas altas nas manobras podem mudar completamente a classificação na reta final da disputa.

Rayssa Leal chega com duas vitórias na temporada

A brasileira começou o ano vencendo a abertura da temporada em Sydney. Naquela competição, Liz Akama terminou em segundo e Chloe Covell em terceiro.

A segunda vitória de Rayssa no ano aconteceu em casa. No SLS Rio Takeover , disputado em agosto no Maracanãzinho, ela terminou com 20,9 pontos e ficou apenas 0,2 à frente da japonesa Momiji Nishiya, segunda colocada com 20,7. Daniela Terol completou o pódio feminino. O resultado marcou mais um capítulo de destaque da brasileira dentro do tour.

A temporada, porém, está longe de ser dominada pela brasileira. Chloe Covell venceu o DTLA Takeover em abril, enquanto Yumeka Oda levou a etapa de Tempe no fim de agosto.

Paris, portanto, coloca novamente frente a frente atletas que já venceram na temporada e uma forte geração japonesa que transformou a disputa feminina da SLS em uma das mais equilibradas do circuito.

Entre os homens, Giovanni Vianna chega como um dos nomes brasileiros de maior destaque da temporada.

O skatista foi terceiro colocado na abertura do ano em Sydney e depois ficou em segundo no Rio de Janeiro.

Paris oferece uma nova oportunidade em uma pista de arena, ambiente em que Giovanni já tem experiência relevante dentro do circuito.

Carlos Ribeiro completa a presença brasileira no masculino. O skatista também possui longa passagem pela Street League e está oficialmente confirmado na relação divulgada para Paris.

Disputa masculina teve quatro campeões diferentes em 2026

Um dos aspectos mais interessantes da temporada masculina é a ausência de um vencedor repetido nas quatro primeiras etapas.

Ginwoo Onodera ganhou em Sydney. Juni Kang surpreendeu no DTLA Takeover depois de conquistar uma vaga pela disputa de wildcard. Cordano Russell venceu no Rio, e Braden Hoban ficou com o primeiro lugar em Tempe.

Hoban, inclusive, chega a Paris depois de uma atuação de alto nível no Arizona. O norte-americano venceu em Tempe com direito a um Nine Clube de 9,5 em um kickflip back noseblunt, a maior pontuação de manobra da final masculina daquela etapa.

Também estará em ação Nyjah Huston, um dos competidores mais associados à história da Street League. O norte-americano faz parte do elenco confirmado em Paris e aumenta ainda mais o nível técnico de uma disputa que contará ainda com o atual campeão parisiense Vincent Milou.

Se existe um atleta com uma ligação particularmente forte com esta etapa, é Vincent Milou.

O francês venceu o SLS Paris de 2025 diante da torcida local, conquistando sua primeira vitória na Street League.

Milou retorna em 2026 para competir novamente no mesmo complexo. A condição de campeão da edição anterior cria um dos principais enredos esportivos da etapa, especialmente diante de um elenco masculino com vencedores recentes do circuito.

Em Paris, a configuração inédita anunciada para 2026 volta a colocar essa capacidade de adaptação no centro da disputa.

A transmissão será pelo canal oficial no YouTube da SLS, com início programado para as 8hs no fuso brasileiro.

Com Roland-Garros novamente transformado em pista, o SLS Paris 2026 reúne tradição esportiva, uma configuração própria de obstáculos, com alguns dos melhores skatistas do mundo, na penúltima etapa antes do Super Crown que encerrará a temporada em São Paulo.