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Superliga de Vôlei 2026/27: início, times participantes, campeões, acessos e rebaixamentos

A principal competição do vôlei brasileiro começa em outubro, com 24 equipes divididas entre feminino e masculino. A temporada terá o retorno de quatro clubes à elite, mudanças nas regras e cobertura ampliada das transmissões.

Por Corte dos Esportes · 21/09/2026 · Categoria: Vôlei

A Superliga de Vôlei 2026/27 já tem seu calendário inicial definido e reúne ingredientes importantes para mais uma temporada de disputas pelo título nacional. A competição organizada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) terá 12 equipes no feminino e outras 12 no masculino, com estreias programadas para os dias 17 e 24 de outubro, respectivamente.

O campeonato também chega com mudanças na composição da primeira divisão. Depois dos rebaixamentos e acesso pela Superliga B na temporada 2025/2026.

Dentro de quadra, o Dentil Praia Clube defenderá o título feminino, enquanto o Sada Cruzeiro inicia a competição masculina como atual campeão e maior vencedor da história da Superliga, com dez conquistas.

Além da disputa esportiva, a nova edição terá novidades na arbitragem, aumento do limite de substituições e transmissão de todas as partidas pelas plataformas do Grupo Globo.

início da Superliga de Vôlei 2026/2027

O calendário inicial divulgado para a temporada estabelece datas diferentes para a abertura das competições feminina e masculina.

A Superliga Feminina começa em 17 de outubro de 2026, com o confronto entre Gerdau Minas e Brusque Vôlei, às 18h30, na Arena UniBH, em Belo Horizonte.

A Superliga Masculina tem sua abertura programada para 24 de outubro de 2026, também às 18h30, com SIL Vôlei Guarulhos enfrentando o Azulim/Sicoob Aracoop/Monte Carmelo.

A primeira rodada feminina será distribuída entre os dias 17 e 20 de outubro. Já os confrontos da rodada inaugural masculina estão previstos para acontecer entre 24 e 28 de outubro.

Superliga Feminina 2026/2027: equipes participantes

A competição feminina terá 12 clubes de seis unidades da Federação. Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro continuam com participação expressiva, enquanto Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal também estarão representados.

Os clubes participantes são:

  • Batavo Mackenzie (MG)
  • Brasília Vôlei/BRB (DF)
  • Brusque Vôlei/Abel Moda (SC)
  • Dentil Praia Clube (MG)
  • Esporte Clube Pinheiros (SP)
  • Fluminense (RJ)
  • Gerdau Minas (MG)
  • Osasco São Cristóvão Saúde (SP)
  • Paulistano/Barueri (SP)
  • Sancor Seguros Vôlei/Maringá (PR)
  • Sesi Vôlei Bauru (SP)
  • Sesc RJ Flamengo (RJ)

O retorno de Brusque e Pinheiros representa uma mudança importante em relação à temporada anterior. As duas equipes disputaram a Superliga B 2025/2026 e conquistaram as vagas de acesso ao alcançar a decisão da segunda divisão.

No topo da competição, o Praia Clube tentará defender o título conquistado em maio de 2026. Minas, Osasco e Sesc Flamengo também chegam à nova edição depois de campanhas que os colocaram entre os quatro semifinalistas da temporada anterior.

Equipe campeã de 2025/2026

O Dentil Praia Clube conquistou o título ao derrotar o Gerdau Minas por 3 sets a 0 na decisão realizada em 3 de maio de 2026, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

As parciais foram 29/27, 25/21 e 25/13.

A vitória representou o terceiro título do clube de Uberlândia na competição. A central Adenízia foi eleita a MVP da temporada, coroando sua participação na campanha do tricampeonato.

Equipes rebaixadas na Superliga Feminina

A temporada 2025/2026 terminou com a queda de dois clubes para a Superliga B.

O Tijuca Vôlei, do Rio de Janeiro, encerrou a primeira fase na 11ª colocação, com 12 pontos, três vitórias e 19 derrotas.

O Renasce Sorocaba, de São Paulo, ficou na última posição, com seis pontos, uma vitória e 21 derrotas.

As duas equipes haviam conquistado o acesso na temporada anterior, mas não conseguiram permanecer na primeira divisão.

Quem subiu da Superliga B Feminina

Abel Moda Brusque e Pinheiros conquistaram as duas vagas destinadas às equipes promovidas da Superliga B.

O clube catarinense garantiu o título da segunda divisão em 29 de março de 2026, ao superar o Pinheiros na decisão disputada na Arena Brusque, em Santa Catarina.

A final reuniu aproximadamente 3.500 espectadores e marcou a conquista inédita do Abel Moda na Superliga B.

O Pinheiros terminou como vice-campeão e também garantiu presença na elite nacional.

Os dois clubes retornam à primeira divisão depois de disputarem a Superliga B 2025/2026.

A trajetória mostra a importância do acesso e do rebaixamento na organização do voleibol brasileiro: a classificação na segunda divisão abre caminho para que diferentes projetos esportivos disputem o principal campeonato nacional.

Superliga Masculina: os 12 times participantes

Minas Gerais contará com cinco representantes, incluindo o atual campeão Sada Cruzeiro e o Montes Claros, que conquistou o acesso.

São Paulo terá cinco equipes, enquanto Goiás e Ceará completam a relação de participantes.

Os 12 clubes participantes são:

  • Sada Cruzeiro (MG)
  • Itambé Minas (MG)
  • Praia Clube Uberlândia Vôlei (MG)
  • Azulim/Sicoob Aracoop/Monte Carmelo (MG)
  • Montes Claros Vôlei (MG)
  • Vôlei Renata (SP)
  • SIL Vôlei Guarulhos (SP)
  • Suzano Vôlei (SP)
  • Sesi Bauru (SP)
  • Viapol Vôlei São José (SP)
  • Saneago Goiás Vôlei (GO)
  • Norde Vôlei (CE)

A entrada do Norde representa um capítulo importante para o voleibol cearense. O clube de Fortaleza disputará sua primeira temporada na Superliga A masculina, levando o estado de volta à elite nacional.

O atual campeão da Superliga Masculina

O Sada Cruzeiro defenderá o título conquistado na temporada 2025/2026.

Na decisão realizada em 10 de maio de 2026, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, a equipe mineira venceu o Vôlei Renata por 3 sets a 0, com parciais de 25/14, 27/25 e 25/21.

O resultado garantiu ao Cruzeiro o décimo título da Superliga Masculina e o segundo campeonato consecutivo. O central Lucão foi eleito o melhor jogador da competição.

Para compreender o peso dessa trajetória no voleibol nacional, vale conhecer também a história da Superliga de Vôlei e seus maiores campeões.

A equipe mineira chega à edição 2026/2027 com a oportunidade de ampliar uma coleção de títulos que já a coloca na liderança histórica da competição masculina.

Rebaixamento da Superliga Masculina 2025/2026

Joinville Vôlei e JF Vôlei foram as equipes rebaixadas ao término da fase classificatória da temporada anterior.

O Joinville terminou na 11ª posição, com 21 pontos. A equipe catarinense acumulou sete vitórias e 15 derrotas em 22 partidas.

O JF Vôlei, de Juiz de Fora, encerrou o campeonato na 12ª colocação, com três pontos, uma vitória e 21 derrotas.

A situação do Joinville teve um desfecho particularmente apertado. O clube terminou apenas um ponto atrás do São José, que permaneceu na primeira divisão.

As duas equipes rebaixadas abriram espaço para os finalistas da Superliga B masculina de 2026.

Norde Vôlei e Montes Claros conquistam o acesso

O Norde Vôlei, do Ceará, e o Montes Claros Vôlei, de Minas Gerais, serão as novidades da Superliga Masculina 2026/2027.

A decisão da Superliga B aconteceu em 21 de abril de 2026, no Ginásio Aécio Borba, em Fortaleza.

Jogando diante de sua torcida, o Norde derrotou o Montes Claros por 3 sets a 2, com parciais de 20/25, 25/20, 22/25, 25/12 e 15/12.

O resultado garantiu o primeiro título da competição ao projeto cearense.

A equipe é comandada por Marcelo Negrão, ex-jogador da seleção brasileira e campeão olímpico nos Jogos de Barcelona, em 1992.

O acesso também marca a chegada do Norde à principal divisão nacional. O clube fará sua estreia diante do Vôlei Renata, de Campinas, no dia 26 de outubro, às 21h, no Ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza.

O Montes Claros, vice-campeão da Superliga B, abrirá sua campanha na mesma data, às 18h30, enfrentando o Sada Cruzeiro.

Como funciona a competição

A Superliga é o principal campeonato nacional de clubes do voleibol brasileiro e reúne equipes que disputam o título durante uma temporada dividida entre dois anos.

A competição possui torneios independentes para os naipes feminino e masculino.

Na estrutura tradicional, a fase classificatória reúne 12 equipes que se enfrentam em turno e returno.

Cada clube disputa 22 partidas nessa etapa, enfrentando todos os adversários duas vezes, uma como mandante e outra como visitante.

Ao término da primeira fase, os oito melhores avançam aos playoffs, enquanto os dois últimos colocados são rebaixados para a Superliga B.

As quartas de final são organizadas conforme a classificação, com confrontos entre primeiro e oitavo, segundo e sétimo, terceiro e sexto, quarto e quinto.

Os vencedores avançam às semifinais, e os classificados disputam o título nacional.

A posição conquistada na primeira fase tem importância competitiva porque define os cruzamentos e as vantagens de mando de quadra nos playoffs.

O desempenho no primeiro turno também tem relevância para outra competição nacional: os oito melhores colocados garantem vaga na Copa Brasil de Vôlei.

As novidades da Superliga 2026/2027

A edição que inicia esse ano também terá mudanças fora da composição das equipes.

Uma das principais novidades anunciadas pela CBV é o aumento do número permitido de substituições por set.

O limite passará de seis para oito substituições, ampliando as possibilidades de utilização do elenco durante os jogos.

A entidade também anunciou orientações para maior rigor da arbitragem na interpretação de lances de condução da bola e ataques irregulares realizados com toque.

As medidas foram apresentadas aos clubes durante os encontros de preparação para a nova temporada, realizados em agosto de 2026.

Outra novidade está relacionada à valorização financeira da competição.

A CBV anunciou que a premiação total das Superligas feminina e masculina chegará a R$ 3,6 milhões, considerando as duas competições.

Onde assistir à Superliga de Vôlei 2026/2027

A cobertura anunciada pela CBV envolve o sportv, a GETV e a TV Globo.

A GETV terá pelo menos uma partida por rodada, ampliando a presença do campeonato nas plataformas digitais.

A divisão dos confrontos entre os canais poderá variar conforme a programação de cada rodada.

A ampliação das transmissões representa uma oportunidade importante para os clubes, especialmente aqueles que chegam da Superliga B e passam a disputar partidas contra equipes com maior tradição e visibilidade nacional.

Onde estarão os técnicos das seleções brasileiras na temporada 2026/2027

A Superliga também tem uma conexão importante com a história olímpica do voleibol brasileiro. Bernardinho e José Roberto Guimarães, dois dos treinadores mais vitoriosos da modalidade mundial, seguirão trabalhando no voleibol de clubes, mas em projetos diferentes.

Bernardinho continuará no comando do Sesc RJ Flamengo, uma das equipes tradicionais da Superliga Feminina.

À frente do projeto carioca, ele acumula uma trajetória marcada por títulos nacionais, formação de atletas e protagonismo na Superliga. Na temporada 2026/2027, continuará conciliando o trabalho no clube com o comando da seleção brasileira masculina. Sua carreira, que atravessa diferentes gerações e inclui conquistas mundiais e olímpicas, está detalhada na matéria sobre a história de Bernardinho.

José Roberto Guimarães, por sua vez, terá um novo desafio internacional. Anunciado em agosto de 2026 como treinador do LOVB Los Angeles, dos Estados Unidos, Zé Roberto comandará a equipe norte-americana na temporada 2026/2027, mantendo também suas funções na seleção brasileira feminina.

A dimensão dessa trajetória pode ser compreendida na matéria dedicada à história de José Roberto Guimarães, que reúne os principais capítulos da carreira do treinador.

A presença dos dois técnicos em projetos distintos também evidencia o alcance internacional do voleibol brasileiro. Enquanto Bernardinho permanece diretamente envolvido na disputa da Superliga, Zé Roberto levará sua experiência para o desenvolvimento de uma equipe da liga profissional norte-americana.

Ambos seguem como referências históricas do esporte e personagens importantes na preparação das seleções brasileiras para o ciclo olímpico de Los Angeles 2028.

Superliga 2026/2027 reúne tradição, novos projetos e disputa por espaço na elite

A que se inicia terá dois campeões tentando defender seus títulos, quatro equipes promovidas e um conjunto de clubes que buscam transformar investimentos e planejamento esportivo em resultados dentro de quadra.

No feminino, o Praia Clube inicia a defesa do tricampeonato diante de adversários tradicionais como Minas, Osasco e Sesc Flamengo. Ao mesmo tempo, Brusque e Pinheiros voltam ao principal cenário nacional depois de uma campanha de acesso.

No masculino, o Sada Cruzeiro tentará ampliar sua hegemonia, enquanto o Vôlei Renata buscará transformar a experiência de duas finais consecutivas contra a equipe mineira em uma nova oportunidade de conquista.

A chegada do Norde também acrescenta um elemento importante à competição: a presença de um projeto cearense na elite nacional, ampliando a representação regional do voleibol masculino.

Com início marcado para outubro, a Superliga 2026/2027 reunirá tradição, renovação e diferentes projetos esportivos em uma disputa que atravessará até a definição dos novos campeões brasileiros.