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US Open 2026 tem chaves principais definidas: favoritos e confrontos

Sorteio coloca Carlos Alcaraz e Novak Djokovic na mesma metade da chave masculina, enquanto Alexander Zverev assume o posto de cabeça de chave número 1 após a ausência de Jannik Sinner, no feminino, Aryna Sabalenka inicia a busca pelo tricampeonato consecutivo, com Elena Rybakina posicionada no lado oposto da chave.

Por Corte dos Esportes · 28/08/2026 · Categoria: Tênis

O US Open 2026 ganhou um cenário muito mais claro com a divulgação das chaves principais masculina e feminina de simples. O sorteio foi realizado nesta quinta-feira, 27 de agosto, e definiu os caminhos dos principais candidatos ao título antes do início da primeira rodada, marcado para domingo, 30 de agosto, no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Nova York.

A estrutura das duas chaves já está definida. Alguns espaços ainda aparecem oficialmente como qualifier ou lucky loser enquanto são concluídas as últimas definições do qualificatório, mas os setores ocupados pelos principais cabeças de chave e os confrontos centrais da primeira rodada já são conhecidos.

A edição de 2026 acrescenta mais um capítulo à história do US Open. O último Grand Slam da temporada terá sua chave principal de simples disputada de 30 de agosto a 13 de setembro.

Sinner fora transforma a chave masculina

A principal ausência continua sendo Jannik Sinner. Número 1 do mundo, o italiano retirou-se do torneio por causa de uma lesão no joelho direito. Com sua saída, Alexander Zverev ficou como cabeça de chave número 1, enquanto Carlos Alcaraz aparece como número 2.

A mudança teve efeito direto no chaveamento. Zverev ficou no topo da chave e lidera uma metade que não contém nenhum ex-campeão masculino do US Open presente nesta edição. Já a metade inferior concentra Carlos Alcaraz, Novak Djokovic, Daniil Medvedev, Stan Wawrinka e Marin Cilic, todos campeões em Nova York.

Alcaraz, atual campeão, estreia diante de Roman Safiullin. O espanhol volta ao circuito depois de um período de quase cinco meses afastado por causa de uma lesão no punho e tenta conquistar seu terceiro título do US Open em cinco anos.

Zverev começa contra Lorenzo Sonego. O alemão chega como campeão de Roland Garros em 2026 e finalista de Wimbledon nesta temporada, além de carregar a experiência de já ter alcançado a decisão do US Open em 2020.

Possíveis confrontos pelo chaveamento

Um dos efeitos mais importantes do sorteio foi colocar Alcaraz e Djokovic na mesma metade da chave. Caso os dois avancem de acordo com suas posições, o encontro acontecerá apenas na semifinal.

Djokovic, cabeça de chave número 4, estreia contra o argentino Mariano Navone. O sérvio continua perseguindo o 25º título de Grand Slam em simples, marca que o colocaria sozinho no topo da lista histórica de conquistas de majors. Ele possui quatro títulos do US Open e conquistou sua taça mais recente em Nova York em 2023.

A presença do sérvio mantém uma das grandes narrativas do torneio. A longevidade, os recordes e os confrontos que marcaram diferentes eras estão detalhados na história de Novak Djokovic.

Principais tenistas da chave masculina e suas estreias

Com a chave sorteada, os dez primeiros cabeças de chave do masculino ficaram assim:

  • Alexander Zverev x Lorenzo Sonego
  • Carlos Alcaraz x Roman Safiullin
  • Félix Auger-Aliassime x Rinky Hijikata
  • Novak Djokovic x Mariano Navone
  • Flavio Cobolli x Francisco Comesaña
  • Alex de Minaur x adversário vindo do qualifying ou lucky loser
  • Daniil Medvedev x adversário vindo do qualifying ou lucky loser
  • Ben Shelton x Tallon Griekspoor
  • Taylor Fritz x Darwin Blanch
  • Arthur Fils x Stefanos Tsitsipas

A chave oficial confirma também outros confrontos de forte apelo, como Matteo Berrettini x Stan Wawrinka e Marin Cilic x Andrey Rublev. Wawrinka, campeão do US Open de 2016, recebeu wild card e disputa sua última edição do torneio antes da aposentadoria anunciada para o fim da temporada.

Como podem ficar as quartas de final masculinas

Se todos os oito principais cabeças de chave confirmarem suas posições, os confrontos projetados para as quartas são:

  • Alexander Zverev x Alex de Minaur
  • Félix Auger-Aliassime x Flavio Cobolli
  • Daniil Medvedev x Novak Djokovic
  • Ben Shelton x Carlos Alcaraz

Um tricampeonato histórico

No feminino, Aryna Sabalenka permanece no centro das atenções. A número 1 da chave ganhou o US Open em 2024 e 2025 e tenta conquistar o torneio pelo terceiro ano consecutivo.

Caso consiga, será a primeira mulher desde Serena Williams a ganhar três edições seguidas em Nova York. Serena foi campeã em 2012, 2013 e 2014.

Sabalenka estreia diante da colombiana Camila Osorio e ocupa a metade superior da chave. Nesse mesmo lado aparecem Jessica Pegula, Linda Noskova, Karolina Muchova e Elina Svitolina, entre outros nomes importantes.

Elena Rybakina, cabeça de chave número 2, está na metade inferior e enfrenta a norte-americana Thea Frodin na primeira rodada.

Coco Gauff, Iga Swiatek, Mirra Andreeva e Amanda Anisimova também estão na parte inferior. Isso transforma esse setor em um dos pontos mais interessantes da chave feminina.

Principais tenistas da chave feminina e suas estreias

Os dez primeiros cabeças de chave do feminino são:

  • Aryna Sabalenka x Camila Osorio
  • Elena Rybakina x Thea Frodin
  • Jessica Pegula x Elena-Gabriela Ruse
  • Coco Gauff x Zeynep Sonmez
  • Mirra Andreeva x Janice Tjen
  • Linda Noskova x Katie Volynets
  • Karolina Muchova x Sinja Kraus
  • Iga Swiatek x Xiyu Wang
  • Elina Svitolina x Solana Sierra
  • Amanda Anisimova x Ashlyn Krueger

A chave ainda reserva confrontos de grande interesse fora do top 10. Naomi Osaka, cabeça de chave número 13 e bicampeã do US Open, estreia contra Anastasia Zakharova. Venus Williams, duas vezes campeã em Nova York e participante por wild card, enfrenta Sofia Kenin em um duelo entre duas norte-americanas campeãs de Grand Slam.

Como ficou o caminho das favoritas no feminino

A distribuição da chave criou algumas possibilidades importantes para as fases mais avançadas.

Sabalenka pode encontrar Jessica Pegula ou Karolina Muchova em uma eventual semifinal. Pegula, por sua vez, pode ter Muchova ou Elina Svitolina como adversária nas quartas.

Na metade inferior, Amanda Anisimova e Coco Gauff estão posicionadas para um possível confronto nas quartas de final. Iga Swiatek pode cruzar com Madison Keys nessa mesma fase.

Como Pegula está na parte de cima e Gauff na parte de baixo, as duas principais norte-americanas só poderiam se enfrentar na decisão. Elena Rybakina também está na metade inferior e, portanto, uma eventual partida contra Sabalenka seria necessariamente a final.

Brasil fica sem representantes nas chaves de simples

A definição das chaves confirmou um cenário ruim para o tênis brasileiro: o Brasil não terá representantes no simples masculino nem no feminino do US Open 2026.

João Fonseca, que teria entrada direta, retirou-se do torneio por causa de uma lesão abdominal. O brasileiro informou que precisava de mais tempo de recuperação antes de retornar às competições em alto nível.

Beatriz Haddad Maia também está fora. Bia anunciou que não voltará a competir no circuito WTA em 2026 e pretende retornar em 2027 utilizando ranking protegido.

O qualificatório não conseguiu produzir um substituto brasileiro. Gustavo Heide e Felipe Meligeni Alves foram eliminados na primeira rodada. Laura Pigossi também caiu na estreia do quali feminino. Thiago Seyboth Wild venceu Raul Brancaccio mas perdeu na rodada seguinte para Mackenzie McDonald. Com sua eliminação, ficou definido que o país não teria jogadores na chave de simples.

Duplas mistas já têm campeões no US Open 2026

Enquanto a chave principal de simples ainda aguarda o primeiro saque, uma competição do torneio já terminou.

Karolina Muchova e Jakub Mensik conquistaram o título das duplas mistas. A parceria tcheca venceu Belinda Bencic e Flavio Cobolli na final no match tiebreak, no Arthur Ashe Stadium. Foi o primeiro título de Grand Slam da carreira de ambos em qualquer modalidade.

O torneio de mistas também marcou o retorno competitivo de Serena Williams ao US Open. Ao lado de Carlos Alcaraz, ela venceu uma partida antes de ser eliminada nas quartas de final por Bencic e Cobolli.

O prêmio do US Open 2026

A edição deste ano oferece US$ 108 milhões em compensação total aos jogadores, um aumento de 20% em relação aos US$ 90 milhões de 2025.

Os campeões masculino e feminino de simples receberão US$ 5,5 milhões cada. Já um jogador eliminado na primeira rodada da chave principal de simples recebe US$ 140 mil.

Nas duplas masculinas, femininas e mistas, as equipes campeãs recebem US$ 1 milhão.

Onde assistir ao US Open 2026 no Brasil

O torneio terá mais de uma opção de transmissão para o público brasileiro.

  • ESPN — TV por assinatura
  • SporTV — TV por assinatura
  • Disney+ Premium — streaming

A distribuição de cada partida entre os canais pode variar de acordo com a programação diária.

Calendário da chave principal

A primeira rodada começa em 30 de agosto e será distribuída durante três dias. A partir de 2 de setembro, começa a segunda rodada.

  • 30 de agosto — primeira rodada
  • 31 de agosto — primeira rodada
  • 1º de setembro — primeira rodada
  • 2 e 3 de setembro — segunda rodada
  • 4 e 5 de setembro — terceira rodada
  • 6 e 7 de setembro — oitavas de final
  • 8 e 9 de setembro — quartas de final
  • 10 de setembro — semifinais femininas
  • 11 de setembro — semifinais masculinas
  • 12 de setembro — final feminina
  • 13 de setembro — final masculina

Horários das partidas

Os confrontos das quadras externas e do Louis Armstrong Stadium começam às 11h em Nova York, 12h pelo horário de Brasília.

No Arthur Ashe Stadium, a sessão diurna de domingo começa às 12h locais, 13h de Brasília, enquanto as sessões noturnas começam às 19h em Nova York, 20h de Brasília.

Os horários específicos das partidas de Carlos Alcaraz, Novak Djokovic, Aryna Sabalenka e dos demais principais tenistas ainda não foram divulgados. O US Open publica a ordem de jogos detalhada, com quadra e horário de cada confronto, no dia anterior à rodada.

O que o sorteio mudou no US Open 2026

Com as chaves definidas, a análise do US Open deixa de ser apenas uma discussão sobre favoritos e passa a envolver caminhos concretos.

No masculino, a ausência de Sinner é a mudança mais importante. Zverev assume o topo da chave e tem a oportunidade de atacar seu primeiro título em Nova York. Alcaraz defende a taça, mas está em uma metade carregada de campeões e pode ter Djokovic em seu caminho antes mesmo da decisão. O sérvio, por sua vez, encontra mais uma oportunidade de perseguir o histórico 25º Grand Slam.

A disposição também aumenta o interesse sobre os norte-americanos. Ben Shelton está no setor de Alcaraz e é projetado como possível adversário do espanhol nas quartas. Taylor Fritz, finalista em Nova York em 2024, aparece como cabeça de chave número 9 e continua entre os principais nomes dos Estados Unidos.

No feminino, o desenho é diferente. Sabalenka permanece como referência máxima da chave e persegue um tricampeonato que não acontece desde Serena Williams. Rybakina está do outro lado, enquanto Gauff, Swiatek, Andreeva e Anisimova tornam a metade inferior especialmente competitiva.

O US Open 2026, portanto, chega à chave principal com suas grandes histórias estabelecidas: um número 1 mundial ausente, um campeão voltando de longa recuperação, Djokovic perseguindo mais um recorde, Sabalenka tentando entrar em um grupo histórico e uma chave feminina carregada de campeãs e candidatas reais ao título.

A partir de 30 de agosto, o que até agora era projeção passa a ser decidido em quadra em Nova York no último Slam do ano.