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Vitória x Athletico-PR pela Copa do Brasil: vantagem e pressão marcam o duelo decisivo

Equipes se enfrentam nesta quinta-feira, no Barradão, pela partida decisiva das oitavas de final da Copa do Brasil de 2026, depois de vencer a ida por 2 a 0, o Furacão pode até perder por um gol de diferença, enquanto o Leão precisa de outra noite de reação em Salvador.

Por Corte dos Esportes · 06/08/2026 · Categoria: Futebol

Vitória e Athletico-PR decidem nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. A bola rola às 20h, pelo horário de Brasília, no estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador, com transmissão do SporTV, Premiere e ge TV.

O time paranaense chega à Bahia com uma vantagem importante depois de vencer o primeiro jogo por 2 a 0 na Arena da Baixada. O resultado permite que o Furacão avance com uma nova vitória, qualquer empate ou até mesmo uma derrota por um gol de diferença.

O Vitória precisa ganhar por três ou mais gols para conquistar a classificação durante o tempo normal. Uma vitória baiana por exatamente dois gols de diferença leva a decisão diretamente para as cobranças de pênaltis. Não existe prorrogação nem critério de gol marcado fora de casa.

A partida será uma das duas últimas decisões das oitavas. No mesmo horário, Corinthians e Internacional também disputam uma vaga nas quartas de final. Com isso, a noite desta quinta-feira encerra a fase e completa a relação dos oito clubes que continuarão na luta pelo título.

Como foi a vitória do Athletico-PR no primeiro jogo

O time controlou a partida de ida e construiu a vantagem com gols de dois jogadores formados em suas categorias de base. João Cruz abriu o placar aos oito minutos do primeiro tempo, enquanto Dudu marcou o segundo aos 32 minutos da etapa final.

O Furacão conseguiu pressionar desde o começo, dificultou a saída de bola do Vitória e aproveitou erros defensivos do adversário. João Cruz apareceu em posição ofensiva para colocar o time paranaense na frente ainda durante os primeiros movimentos da partida.

Na segunda etapa, o Vitória tentou alterar o comportamento, mas encontrou dificuldades para criar oportunidades claras. A situação ficou ainda mais complicada com a expulsão de Emmanuel Martínez, que recebeu o segundo cartão amarelo e deixou o clube baiano com um jogador a menos.

Dudu aproveitou o cenário para ampliar e transformar a superioridade do Athletico em uma vantagem significativa no confronto. O Vitória terminou a noite sem marcar e com a obrigação de produzir uma reação no Barradão.

Vitória aposta novamente na força do Barradão

A esperança da classificação passa diretamente pelo mando de campo. A equipe já viveu uma reação importante no Barradão durante a atual Copa do Brasil, quando eliminou o Flamengo na quinta fase.

Naquela eliminatória, o time baiano perdeu o primeiro jogo por 2 a 1 no Maracanã. Na volta, venceu por 2 a 0 diante de sua torcida e garantiu a classificação com 3 a 2 no placar agregado.

O mesmo resultado conquistado contra o Flamengo não seria suficiente para classificar o Vitória diretamente diante do Athletico, mas levaria a decisão para os pênaltis. A lembrança daquela atuação serve como uma referência para um elenco que precisa recuperar confiança depois de resultados negativos.

Para repetir uma noite de pressão, o time de Jair Ventura precisará apresentar intensidade desde os primeiros minutos. A torcida pode transformar o estádio em um ambiente difícil para o visitante, mas a equipe não pode permitir que a ansiedade provoque erros de passe, cruzamentos sem direção ou espaços para os contra-ataques.

Virada seria rara na história

A missão do Vitória é difícil também pelo histórico. Em oito oportunidades nas quais perdeu o primeiro jogo de uma eliminatória da Copa do Brasil por dois gols de diferença, o clube conseguiu reverter a desvantagem apenas uma vez.

A única classificação aconteceu em 2010, contra o Corinthians-AL. O Vitória perdeu a ida por 3 a 1, mas goleou por 4 a 0 no Barradão. Júnior, Renato, Uelliton e o goleiro Viáfara marcaram os gols daquela reação.

Em outras duas ocasiões, o Vitória chegou a vencer o jogo de volta, mas não alcançou a classificação. Isso aconteceu contra o Cruzeiro, em 1998, e diante do Santos, na final de 2010.

O dado reforça o tamanho do desafio, mas também mostra que o clube já conseguiu produzir uma virada semelhante no mesmo estádio. Para avançar sem depender dos pênaltis, porém, o Vitória precisará alcançar uma vitória por pelo menos três gols.

Vitória tenta interromper sequência negativa

O time chega à decisão sem vencer há quatro partidas e com três derrotas consecutivas. O revés diante do Athletico aumentou a pressão sobre a equipe, que pode registrar seu maior jejum de vitórias na temporada caso não consiga ganhar nesta quinta-feira.

A necessidade de buscar o resultado deve levar Jair Ventura a escolher uma formação mais ofensiva. Erick, que ficou fora do time titular na ida, aparece como provável retorno. Diego Tarzia também pode ganhar espaço caso o treinador decida reduzir o número de jogadores de características defensivas.

Matheuzinho terá responsabilidade central na criação. O meia precisa receber entre as linhas, acelerar a circulação e aproximar-se de Renê e Erick. Sem essa conexão, o Vitória corre o risco de depender apenas de lançamentos e bolas levantadas na área.

Renê é outra peça decisiva. O atacante lidera a artilharia do Vitória na Copa do Brasil e oferece presença física para disputar com os zagueiros. Sua capacidade de finalizar as primeiras oportunidades pode ser determinante para mudar o clima do confronto.

Desfalque por suspensão

Emmanuel Martínez não poderá participar da volta. O meio-campista foi expulso na Arena da Baixada e terá de cumprir suspensão automática no Barradão.

Zé Vitor aparece como principal candidato para ocupar a vaga. A escolha oferece maior proteção ao meio-campo, mas Jair Ventura também pode modificar a estrutura e utilizar Diego Tarzia para aumentar a presença ofensiva.

Tomás Pochettino continua fora porque não foi inscrito na Copa do Brasil. Rúben Ismael está em transição, enquanto Camutanga, Edu, Dudu, Nathan Mendes e Anderson Pato permanecem indisponíveis por problemas físicos.

A dúvida está na composição da defesa e do meio. Fabiano Souza disputa posição com Emanuel Brítez. Caíque Gonçalves pode ser mantido, mas a necessidade de gols aumenta a possibilidade de Diego Tarzia começar entre os titulares.

Sequência sem derrotas

O Athletico chega ao Barradão em um momento mais estável. A equipe de Odair Hellmann está invicta há oito partidas e apresenta a melhor campanha entre os clubes da Série A desde a retomada do calendário após a Copa do Mundo.

O Furacão somou três vitórias e um empate nos quatro jogos mais recentes do Campeonato Brasileiro após a pausa. Na Copa do Brasil, tenta alcançar as quartas de final pela sexta temporada consecutiva.

A vantagem de 2 a 0 permite uma estratégia baseada no controle, mas o Athletico não deve entrar em campo apenas para defender. Uma postura excessivamente recuada pode alimentar a pressão do Vitória, aumentar o volume de cruzamentos e aproximar a torcida da partida.

Odair Hellmann tende a manter a estrutura com três defensores e alas pelos corredores. Luiz Gustavo e Jadson terão papel fundamental para controlar o meio-campo e impedir que Matheuzinho encontre liberdade perto da área.

A principal referência ofensiva

Kevin Viveros deverá permanecer como referência no ataque. O colombiano é um dos principais goleadores do Athletico na temporada e oferece força para disputar lançamentos, segurar a bola e permitir que o time saia da pressão.

Mesmo sem marcar no primeiro encontro, Viveros exigiu atenção constante da defesa do Vitória. No Barradão, seu papel pode ser ainda mais importante, pois o Athletico terá espaços para atacar quando o mandante adiantar seus jogadores.

Leozinho e Mendoza também aparecem como armas para as transições. Os dois possuem velocidade para explorar as costas dos laterais e podem transformar uma recuperação de bola em uma oportunidade clara.

Um gol do Athletico mudaria profundamente o cenário. O Vitória precisaria ampliar sua exposição ofensiva, e o Furacão passaria a encontrar ainda mais campo para acelerar.

Problemas na lateral esquerda

Odair Hellmann não poderá contar com Esquivel e Claudinho. Esquivel sofreu um trauma no tornozelo, enquanto Claudinho está fora por lesão muscular.

Sem os dois laterais-esquerdos, Léo Dérik aparece como opção natural para o setor. Outra possibilidade é utilizar Mendoza como ala, formando uma equipe mais veloz para explorar os contra-ataques.

O zagueiro Carlos Terán e o volante Juan Portilla também não viajaram para Salvador por causa de dores. As ausências reduzem as alternativas, mas o treinador ainda possui opções para preservar a estrutura defensiva.

A novidade no banco será Dantas. O zagueiro volta a ficar disponível após cumprir três meses de suspensão por doping e pode ser utilizado pela primeira vez desde sua liberação.

O retrospecto entre os clubes

O confronto possui uma lembrança histórica importante. Vitória e Athletico já se enfrentaram duas vezes em eliminatórias da Copa do Brasil antes de 2026, com uma classificação para cada lado.

Em 1991, o primeiro jogo terminou empatado por 1 a 1 em Curitiba. Na volta, o Vitória venceu por 2 a 1 no Barradão e avançou.

Em 2007, o clube baiano construiu uma grande vantagem ao ganhar por 4 a 1 em Salvador. Na partida de volta, porém, o Athletico venceu por 3 a 0 na Arena da Baixada e ficou com a vaga pelo antigo critério do gol marcado fora de casa.

Aquela regra não existe mais. Se o Vitória devolver os dois gols de diferença nesta quinta-feira, a definição será nos pênaltis. A lembrança de 2007, entretanto, mostra que confrontos entre os dois rubro-negros já tiveram reviravoltas expressivas.

Com a vitória por 2 a 0 na ida de 2026, o retrospecto entre os clubes na Copa do Brasil passou a registrar cinco partidas: duas vitórias do Athletico, duas do Vitória e um empate. O time paranaense marcou oito gols, enquanto a equipe baiana fez sete.

O Athletico também tenta prolongar uma história importante na competição. Campeão em 2019, o clube consolidou sua identidade em mata-matas nacionais e internacionais.

Prováveis escalações

  • Vitória: Lucas Arcanjo; Fabiano Souza ou Emanuel Brítez, Cacá, Luan Cândido e Ramon; Caíque Gonçalves ou Diego Tarzia, Gabriel Baralhas e Zé Vitor; Erick, Matheuzinho e Renê. Técnico: Jair Ventura.
  • Athletico-PR: Santos; Benavídez, Aguirre e Arthur Dias; Gilberto, Luiz Gustavo, Jadson e Léo Dérik ou Mendoza; Leozinho, Mendoza ou João Cruz; Kevin Viveros. Técnico: Odair Hellmann.
  • Árbitro: Braulio da Silva Machado
  • Assistente 1: Gizeli Casaril
  • Assistente 2: Alex dos Santos
  • VAR: Emerson de Almeida Ferreira

Onde o jogo pode ser decidido

O primeiro gol terá peso enorme. Caso seja marcado pelo Vitória, a diferença cairá pela metade e o Barradão poderá aumentar ainda mais a pressão. Se o Athletico abrir o placar, a equipe baiana precisará de quatro gols apenas para levar a disputa aos pênaltis.

O comportamento dos laterais e alas será outro ponto central. O Vitória precisa atacar pelos corredores, mas não pode deixar Leozinho e Mendoza livres nas transições. Ramon e Fabiano Souza terão de equilibrar profundidade ofensiva e recuperação defensiva.

No meio-campo, Matheuzinho precisa escapar da marcação de Luiz Gustavo e Jadson. Se o Athletico conseguir afastar o principal criador do Vitória da área, reduzirá a capacidade do mandante de encontrar Renê em condições de finalizar.

A bola parada também pode ganhar importância. O Vitória precisa criar volume, acumular escanteios e aproveitar a presença de Cacá, Luan Cândido e Renê na área. O Athletico, por sua vez, pode utilizar cobranças para diminuir a velocidade do jogo e ameaçar o gol de Lucas Arcanjo.

A gestão emocional será decisiva. O time baiano não pode tentar resolver a eliminatória em uma única jogada. A pressa pode provocar passes errados e contra-ataques. O Athletico precisa evitar que a vantagem produza excesso de confiança ou uma postura passiva.

O Vitória não tem margem para uma atuação conservadora. A equipe precisa atacar, marcar e manter sua defesa protegida contra jogadores rápidos. A força do Barradão oferece esperança, especialmente pela classificação sobre o Flamengo, mas a exigência agora é maior.

Para o Athletico, o desafio é administrar sem se acomodar. Um gol pode praticamente definir a vaga, enquanto sofrer cedo pode recolocar o Vitória na eliminatória e transformar a noite em uma sequência de pressão.

Para o time de Jair Ventura, a partida exige equilíbrio entre coragem e organização. A reação não precisa acontecer em poucos minutos, mas o time precisa mostrar desde o início que possui capacidade para transformar o 2 a 0 da Arena da Baixada em mais uma noite histórica no Barradão.