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Argentina vence a Suíça na prorrogação e avança à semifinal da Copa do Mundo 2026

Mac Allister abriu o placar, Ndoye empatou, e gols de Julián Álvarez e Lautaro Martínez no tempo extra garantiram a vitória argentina por 3 a 1 e a classificação para enfrentar a Inglaterra.

Por Corte dos Esportes · 12/07/2026 · Categoria: Futebol

A Argentina está novamente entre as quatro melhores seleções do mundo. Em uma partida marcada por tensão, resistência suíça, intervenção decisiva do VAR e dois gols na reta final da prorrogação, a equipe comandada por Lionel Scaloni venceu a Suíça e avançou às semifinais da Copa do Mundo de 2026, pelo segundo Mundial seguido.

O confronto foi disputado no Kansas City Stadium, Alexis Mac Allister colocou os argentinos em vantagem logo no início, Dan Ndoye empatou no segundo tempo, mas Julián Álvarez e Lautaro Martínez decidiram a classificação depois dos 90 minutos.

A vitória manteve viva a possibilidade da Argentina defender o título conquistado em 2022. Nenhuma seleção consegue levantar a Copa do Mundo em duas edições consecutivas desde o Brasil, campeão em 1958 e 1962. Para continuar perseguindo esse feito histórico, a Albiceleste precisou superar mais uma partida longa e emocionalmente desgastante.

A Argentina iniciou o jogo tentando controlar a posse de bola e empurrar a Suíça para o próprio campo. Lionel Scaloni manteve a formação utilizada na vitória por 3 a 2 sobre o Egito, escalando Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Nicolás Tagliafico; Leandro Paredes, Rodrigo De Paul, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister; Lionel Messi e Julián Álvarez.

A pressão inicial produziu resultado aos 10 minutos. Messi cobrou escanteio na primeira trave, e Mac Allister se antecipou à marcação para desviar de cabeça. A bola atravessou a pequena área e entrou no canto oposto de Gregor Kobel.

Além de colocar a Argentina em vantagem, o gol teve peso simbólico: foi a primeira vez que a Suíça ficou atrás no placar durante edição da Copa do Mundo 2026. A equipe europeia havia construído sua campanha com organização defensiva, equilíbrio no meio-campo e grande capacidade de controlar os espaços.

Depois do gol, porém, a Argentina não conseguiu transformar a superioridade inicial em domínio absoluto. O ritmo diminuiu, a circulação de bola ficou mais lenta e a Suíça começou a encontrar caminhos para avançar, especialmente pelos lados do campo.

A mudança de cenário ficou mais clara no segundo tempo. A Suíça passou a pressionar com mais intensidade e obrigou Emiliano Martínez a participar da partida. O goleiro argentino fez intervenções importantes e evitou que o empate chegasse mais cedo.

Aos 67 minutos, a resistência argentina terminou. Dan Ndoye tabelou com Ricardo Rodríguez pelo lado esquerdo, entrou na área e finalizou de direita entre as pernas de Emiliano Martínez. O gol colocou o confronto novamente em igualdade e premiou o melhor momento suíço na partida.

O empate também mudou o ambiente no estádio. A Argentina, que parecia ter o jogo sob controle após sair na frente, passou a conviver com a possibilidade de ser eliminada. A Suíça ganhou confiança e mostrou por que havia chegado invicta às quartas de final.

Expulsão muda o rumo da partida

O momento mais controverso aconteceu cinco minutos depois do empate. Breel Embolo caiu em uma disputa com Leandro Paredes, e o árbitro inicialmente mostrou cartão amarelo ao jogador argentino.

Após uma longa revisão do VAR por possível erro de identificação, a decisão foi alterada. O cartão de Paredes foi retirado, e Embolo recebeu amarelo por simulação. Como o atacante suíço já havia sido advertido, acabou expulso aos 72 minutos.

A decisão provocou protestos da comissão técnica suíça e se tornou um dos principais assuntos do jogo. Murat Yakin, treinador da Suíça, criticou a aplicação da regra e afirmou que o episódio teve influência direta no desenvolvimento da partida.

Com um jogador a mais, a Argentina passou a ocupar o campo ofensivo e aumentou o volume de ataques. A Suíça recuou suas linhas, protegeu a entrada da área e tentou levar a decisão para os pênaltis. Mesmo pressionando durante boa parte dos minutos finais, os argentinos não conseguiram marcar no tempo regulamentar.

Messi teve uma das melhores oportunidades já nos acréscimos, em uma finalização forte que passou perto da trave. A vaga, pela segunda vez seguida no mata-mata argentino, precisaria ser decidida na prorrogação.

O golaço do alívio

A superioridade numérica continuou evidente durante o tempo extra, mas a Suíça manteve a organização e contou com boas defesas de Kobel. O cenário parecia encaminhar o jogo para uma disputa por pênaltis até que Julián Álvarez assumiu o protagonismo.

Aos 112 minutos, o atacante recebeu fora da área e acertou uma finalização de longa distância, com força e precisão. A bola subiu em direção ao ângulo, fora do alcance de Kobel. Foi o gol que rompeu definitivamente a resistência suíça e colocou a Argentina novamente na frente.

O lance resumiu a importância de Álvarez para o sistema de Scaloni. Além da movimentação constante, da pressão sobre a saída adversária e da capacidade de atuar próximo a Messi, o atacante apareceu no momento mais importante da partida para produzir uma jogada individual decisiva.

A Suíça ainda tentou abandonar a postura defensiva e buscar o empate, mas já apresentava sinais de desgaste. Com espaços maiores no campo, a Argentina encontrou o terceiro gol aos 120 minutos, já nos acréscimos da prorrogação.

Thiago Almada finalizou, Kobel defendeu parcialmente e Lautaro Martínez aproveitou o rebote. O centroavante bateu com tranquilidade e confirmou o placar de 3 a 1.

A influencia do camisa 10

Lionel Messi não marcou contra a Suíça, mas participou diretamente da construção da vitória. Foi dele a cobrança de escanteio que terminou no gol de Mac Allister, além de boa parte das ações ofensivas argentinas entre as linhas.

A classificação também acrescentou mais um capítulo à história de Messi contra os suíços em Copas do Mundo. Em 2014, Argentina e Suíça se enfrentaram nas oitavas de final, em São Paulo. Na ocasião, Messi conduziu a jogada e deu a assistência para Ángel Di María marcar aos 118 minutos da prorrogação, garantindo a vitória argentina por 1 a 0.

Doze anos depois, o roteiro voltou a apresentar equilíbrio, tensão e decisão no tempo extra. Desta vez, Messi atuou como líder técnico de uma equipe mais experiente, atual campeã mundial e acostumada a sobreviver em confrontos eliminatórios.

A passagem às semifinais reforçou uma das principais características da Argentina de Scaloni: a capacidade de permanecer competitiva mesmo quando não apresenta seu melhor futebol.

A equipe teve dificuldades para controlar o segundo tempo, sofreu com a intensidade física da Suíça e demorou para aproveitar a vantagem numérica. Ainda assim, manteve a concentração, não se desorganizou diante do empate e encontrou seus gols decisivos na parte final da prorrogação.

Depois da partida, Scaloni reconheceu que a Argentina poderia ter jogado melhor, mas valorizou o tamanho da classificação. O treinador destacou a força física dos suíços e admitiu que a expulsão de Embolo favoreceu sua equipe.

Para a Suíça, a eliminação encerrou uma campanha histórica. A seleção havia alcançado as quartas de final pela primeira vez desde 1954 e buscava uma vaga inédita entre as quatro melhores do mundo. Mesmo com um jogador a menos por aproximadamente 50 minutos, considerando a prorrogação, a equipe levou a Argentina ao limite e esteve próxima de levar a definição aos pênaltis.

Com a classificação, a Argentina enfrentará a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo. O confronto será disputado em 15 de julho de 2026, no Atlanta Stadium, em Atlanta, com início marcado para as 16h no horário de Brasília.

A Inglaterra chegou à semifinal depois de superar a Noruega por 2 a 1 também na prorrogação, em um confronto equilibrado e decidido apenas no tempo extra. A classificação confirmou o reencontro com a Argentina em uma das semifinais mais aguardadas do torneio.

O duelo recoloca frente a frente duas seleções com uma das rivalidades mais marcantes da história das Copas e vale uma vaga na decisão do torneio.

A Argentina, portanto, deixou Kansas City com mais do que uma vitória. Saiu com a confirmação de que continua capaz de sobreviver a jogos difíceis, encontrar protagonistas diferentes e competir até o último minuto. Contra a Suíça, Mac Allister abriu o caminho, Álvarez decidiu e Lautaro fechou a noite. O sonho do título consecutivo permanece vivo.