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Brasil fecha fase regular da VNL feminina 2026 em 3º: campanha em Osaka, destaques e próximos jogos

Seleção brasileira venceu Japão e Polônia, perdeu para Tailândia e Estados Unidos e avançou às Finais da Liga das Nações com nove vitórias em 12 jogos. Lesão de Julia Kudiess vira preocupação para o mata-mata em Macau.

Por Corte dos Esportes · 12/07/2026 · Categoria: Volei

O Brasil encerrou a terceira e última semana da fase preliminar da Liga das Nações de Vôlei Feminino de 2026 com a classificação garantida e uma campanha que mantém a seleção entre as principais candidatas ao título. A equipe comandada por José Roberto Guimarães terminou a primeira etapa na terceira colocação, com nove vitórias, três derrotas e 26 pontos.

A passagem por Osaka, no Japão, teve duas partes bem diferentes. O Brasil começou a semana com vitórias importantes sobre Japão e Polônia, confirmou antecipadamente a vaga nas Finais, mas depois foi derrotado por Tailândia e Estados Unidos. O último resultado tirou a possibilidade de liderança e deixou a seleção atrás das americanas e da Itália na classificação.

Ainda assim, o panorama geral é positivo. A seleção ganhou 75% das partidas que disputou na fase preliminar, derrotou adversárias de alto nível e apresentou alternativas em diferentes posições. O principal problema para a sequência é a ausência de Julia Kudiess, uma das melhores bloqueadoras da competição, que sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo contra os Estados Unidos e não disputará o restante da VNL.

Como foi a campanha do Brasil na terceira semana

Disputou quatro partidas em Osaka entre os dias 8 e 12 de julho. Foram duas vitórias e duas derrotas, com seis sets vencidos e oito perdidos.

Japão 1 x 3 Brasil

Parciais: 20/25, 25/19, 19/25 e 23/25

A abertura da semana colocou o Brasil diante do Japão, dono da casa e tradicional adversário no cenário internacional. A seleção brasileira venceu por 3 sets a 1 em uma partida marcada pela força no bloqueio.

O Brasil anotou 13 pontos no fundamento, contra apenas dois das japonesas. Julia Kudiess conseguiu cinco bloqueios e terminou com 13 pontos. Diana também marcou 13, apresentou aproveitamento perfeito em suas ações de ataque e acrescentou quatro bloqueios.

Além da eficiência das centrais, o Brasil conseguiu produzir mais pontos de ataque: foram 62 bolas colocadas no chão pelo time brasileiro, contra 55 do Japão. O resultado elevou a campanha para oito vitórias em nove partidas e manteve a seleção na disputa pelas primeiras posições.

Polônia 1 x 3 Brasil

Parciais: 20/25, 25/23, 23/25 e 26/28

O segundo compromisso foi decisivo. Diante de uma seleção polonesa forte no saque, no bloqueio e nas bolas altas, o Brasil venceu por 3 sets a 1 e assegurou matematicamente a classificação para as Finais.

Ana Cristina foi o grande nome do confronto. Utilizada inicialmente como oposta e depois deslocada novamente para a entrada de rede, a atacante marcou 26 pontos, sendo 23 de ataque e três de bloqueio.

Julia Bergmann fez 13 pontos, enquanto Julia Kudiess contribuiu com 12, incluindo quatro bloqueios e dois aces. Rosamaria marcou 11 e Diana terminou com dez. A vitória também levou Ana Cristina a ultrapassar a marca de 600 pontos na história de suas participações na Liga das Nações.

Tailândia 3 x 0 Brasil

Parciais: 25/15, 25/16 e 25/17

Com a vaga já garantida e três partidas programadas em dias consecutivos, a comissão técnica preservou parte das titulares contra a Tailândia. O Brasil iniciou o confronto com Macris, Kisy, Helena, Rosamaria, Lorena, Luzia e Natinha.

A formação alternativa encontrou dificuldades desde o começo. A Tailândia pressionou o passe brasileiro, anotou nove aces e controlou o confronto em sets rápidos. Kisy foi a maior pontuadora do Brasil, com 11 pontos. Lorena marcou dez, sendo sete de ataque e três de bloqueio.

Foi a primeira vitória da Tailândia sobre o Brasil na história da VNL e o primeiro triunfo das asiáticas no confronto desde 2017. Mais do que a derrota, o jogo deixou como aprendizado a necessidade de ampliar o ritmo competitivo das atletas menos utilizadas antes do mata-mata.

Estados Unidos 3 x 0 Brasil

Parciais: 26/24, 25/22 e 25/16

O encerramento da fase preliminar foi diante dos Estados Unidos, em um confronto direto pelas primeiras colocações. O Brasil voltou a escalar sua formação principal, mas não conseguiu aproveitar as oportunidades nos dois primeiros sets e perdeu por 3 a 0.

Ana Cristina liderou a pontuação brasileira com 18 pontos. Rosamaria marcou 13 e Julia Bergmann fez dez. Do outro lado, Avery Skinner terminou com 21 pontos, enquanto Jordan Thompson anotou 16.

O Brasil teve chances de vencer tanto a primeira quanto a segunda parcial, mas sofreu com a eficiência americana nos momentos decisivos. No terceiro set, os Estados Unidos abriram vantagem rapidamente e confirmaram a vitória, encerrando a fase preliminar na liderança.

O resultado, porém, ficou em segundo plano depois da lesão de Julia Kudiess. A central deixou a quadra no segundo set e teve confirmada uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Ela retornará ao Brasil para avaliações e tratamento e está fora do restante da competição.

A campanha completa do Brasil na fase preliminar

A trajetória brasileira teve três semanas com características distintas. Na primeira semana em Brasília, a seleção venceu Países Baixos, República Dominicana, Bulgária e Itália. O triunfo sobre as italianas teve peso especial porque encerrou uma longa sequência de invencibilidade das atuais campeãs olímpicas e mundiais.

Na segunda semana, em Ancara, o Brasil derrotou França, Bélgica e China, mas perdeu para a Alemanha no tie-break. A equipe chegou a Osaka com sete vitórias em oito jogos, praticamente encaminhada no grupo de classificação.

O rendimento brasileiro confirma a competitividade de um elenco que passou por mudanças, ausências e diferentes formações ao longo das três semanas. O formato da Liga das Nações de Vôlei de 2026 exige justamente essa profundidade: cada seleção disputa 12 partidas na fase preliminar, distribuídas por três sedes, antes do mata-mata.

O que a terceira semana mostrou sobre a seleção

O primeiro ponto positivo foi a força no bloqueio. Contra o Japão, as centrais foram decisivas, com 13 pontos no fundamento. Diante da Polônia, o Brasil voltou a controlar momentos importantes na rede e conseguiu reduzir a influência do ataque adversário.

Outro destaque foi Ana Cristina. A atacante mostrou capacidade para atuar como ponteira e oposta, assumiu grande volume de jogo e apareceu como referência ofensiva nos confrontos mais exigentes. Os 26 pontos contra a Polônia e os 18 diante dos Estados Unidos reforçaram seu papel central no sistema brasileiro.

A semana também mostrou a importância de Julia Bergmann, Diana, Rosamaria e das levantadoras Roberta e Macris. José Roberto Guimarães alternou formações, testou diferentes distribuições e deu minutos a atletas que podem ser necessárias nas Finais.

Por outro lado, as derrotas para Tailândia e Estados Unidos expuseram oscilações no passe e na virada de bola. Contra as tailandesas, o saque adversário desmontou a organização brasileira. Diante das americanas, o Brasil teve oportunidades, mas não sustentou a eficiência nos finais dos sets.

A perda de Julia Kudiess é o maior problema para o mata-mata. A central vinha realizando uma das melhores campanhas de sua carreira na seleção e estava entre as principais bloqueadoras da VNL.

Sem ela, o Brasil perde uma jogadora eficiente tanto na leitura do ataque adversário quanto nas bolas rápidas pelo meio. Diana tende a assumir ainda mais responsabilidade, enquanto Lorena e Luzia ganham importância na formação da dupla de centrais.

Luzia já havia mostrado seu potencial durante a segunda semana ao anotar dez bloqueios em uma única partida contra a China. Lorena, por sua vez, teve boa participação contra a Tailândia e oferece presença física na rede.

A comissão técnica também acompanha a situação de Gabi. A capitã não participou da terceira semana por causa de um desconforto na região lombar e permaneceu no Brasil em tratamento, com previsão de nova avaliação após o encerramento da etapa de Osaka.

Como será a fase final

As Finais serão disputadas em Macau, na China, entre 22 e 26 de julho. Oito seleções participam do mata-mata: as sete melhores colocadas da fase preliminar e a China, classificada como país-sede.

O torneio será decidido em jogos únicos:

  • Quartas de final: 22 e 23 de julho
  • Semifinais: 25 de julho
  • Disputa do terceiro lugar: 26 de julho
  • Final: 26 de julho

Brasil enfrentará o Japão nas quartas de final

Com o encerramento da rodada e a derrota dos Países Baixos para a Sérvia, o chaveamento das Finais da Liga das Nações de Vôlei Feminino de 2026 ficou definido. O Brasil, terceiro colocado da fase preliminar, enfrentará o Japão, que terminou em sexto.

A seleção brasileira fechou a primeira fase com nove vitórias, três derrotas e 26 pontos. As japonesas somaram oito triunfos, quatro resultados negativos e 21 pontos. O confronto segue o cruzamento previsto pelo regulamento da VNL, no qual o terceiro colocado enfrenta o sexto nas quartas de final.

Brasil e Japão já se enfrentaram nesta edição. Na abertura da terceira semana, em Osaka, a equipe comandada por José Roberto Guimarães venceu por 3 sets a 1, com parciais de 25/20, 19/25, 25/19 e 25/23. O resultado serve como referência, mas não representa vantagem prática no mata-mata: nas Finais, uma derrota significa eliminação.

O Japão apresenta um sistema baseado em velocidade, defesa e exploração constante dos espaços deixados pelo bloqueio adversário. O Brasil, por sua vez, precisará usar a altura e a potência de suas atacantes sem perder estabilidade na recepção. O bloqueio brasileiro também terá papel importante para reduzir o ritmo das combinações japonesas.

Confrontos das quartas de final

  • Estados Unidos x China
  • Itália x Países Baixos
  • Brasil x Japão
  • Turquia x Canadá

Caminho do Brasil até uma possível final

A seleção está no mesmo lado da chave de Itália e Países Baixos. Isso significa que, caso elimine o Japão, enfrentará na semifinal a vencedora do confronto entre italianas e neerlandesas.

O caminho brasileiro ficou assim:

  • Quartas de final: Brasil x Japão
  • Possível semifinal: Brasil x Itália ou Países Baixos
  • Possível final: adversário vindo do lado de Estados Unidos, China, Turquia ou Canadá

A Itália aparece como a adversária mais forte no possível caminho da semifinal. As italianas terminaram a fase classificatória em segundo lugar, com dez vitórias e duas derrotas. Uma das derrotas, porém, foi justamente para o Brasil, por 3 sets a 2, na primeira semana disputada em Brasília.

Mesmo que esse resultado aumente a confiança brasileira, uma eventual semifinal terá dinâmica completamente diferente. A Itália possui um dos ataques mais pesados da competição, enquanto o Brasil precisará reorganizar seu sistema de bloqueio depois da lesão de Julia Kudiess.

Datas das Finais

  • Local: Macau, China
  • Quartas de final: 22 e 23 de julho
  • Semifinais: 25 de julho
  • Disputa do terceiro lugar: 26 de julho
  • Final: 26 de julho

As quartas de final serão distribuídas em duas sessões diárias, às 16h e às 19h30 no horário local de Macau. Em Brasília, esses horários correspondem a 5h e 8h30. A definição da data e do horário exatos de Brasil x Japão depende da confirmação da programação detalhada pela organização.

O encerramento da fase preliminar com duas derrotas consecutivas aumentou o alerta, mas não elimina o peso da campanha construída pelo Brasil. A seleção terminou entre as três melhores, venceu nove de 12 partidas e superou adversárias como Itália, China, Japão e Polônia.

O reencontro com o Japão exige concentração máxima. O Brasil já mostrou que consegue neutralizar a velocidade japonesa, especialmente quando pressiona no saque e organiza bem o bloqueio. No entanto, o sistema defensivo das asiáticas costuma transformar partidas em confrontos longos, nos quais a paciência para reconstruir as jogadas se torna tão importante quanto a potência ofensiva.

José Roberto Guimarães terá de encontrar uma nova formação de centrais sem Julia Kudiess, além de recuperar a regularidade do passe apresentada nas primeiras semanas. Ana Cristina, Julia Bergmann, Rosamaria e Diana aparecem entre as principais referências para um confronto que pode colocar o Brasil a apenas duas vitórias do título inédito da Liga das Nações.