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Corinthians x Inter pela Copa do Brasil: pressão e rivalidade marcam o confronto decisivo

Equipes se enfrentam nesta quinta-feira, na Neo Química Arena, pela partida decisiva das oitavas de final, após vencer a ida por 2 a 0, o Colorado pode até perder por um gol de diferença, enquanto o atual campeão precisa de uma grande reação em casa.

Por Corte dos Esportes · 06/08/2026 · Categoria: Futebol

Corinthians e Internacional decidem nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. A bola rola às 20h, pelo horário de Brasília, na Neo Química Arena, em São Paulo, com transmissão exclusiva do Amazon Prime Video.

O time gaúcho abriu uma vantagem importante ao vencer o primeiro jogo por 2 a 0 no Beira-Rio. Matheus Bahia e Alan Patrick marcaram os gols colorados durante o segundo tempo e colocaram a equipe em situação confortável para a partida de volta.

Com o resultado, o Inter avança com uma nova vitória, qualquer empate ou até uma derrota por um gol de diferença. O Corinthians precisa vencer por três ou mais gols para conquistar a classificação no tempo normal. Uma vitória alvinegra por exatamente dois gols leva a definição diretamente para as cobranças de pênaltis.

Não existe prorrogação nem critério de gol marcado fora de casa. Caso o agregado termine empatado depois dos 90 minutos, os goleiros Hugo Souza e Matheus Cunha poderão assumir papel central na decisão.

A partida também encerra a fase das oitavas ao lado de Vitória x Athletico-PR, marcado para o mesmo horário no Barradão. Ao fim da noite, estarão definidos os oito clubes que seguirão na disputa pelo título nacional.

A Rivalidade que ganhou força nacional

Corinthians e Internacional construíram uma rivalidade interestadual que ultrapassou o campo e ganhou enorme intensidade a partir do Campeonato Brasileiro de 2005. Na reta final daquela edição, os clubes empataram por 1 a 1 no Pacaembu em uma partida marcada pelo lance entre Tinga e Fábio Costa. O jogador colorado caiu após o contato com o goleiro, mas o árbitro Márcio Rezende de Freitas não marcou o pênalti e ainda mostrou o segundo cartão amarelo ao meio-campista por suposta simulação. O Corinthians terminaria campeão, e o episódio se tornou uma das maiores feridas esportivas da história recente do Internacional.

A tensão voltou a crescer na final da Copa do Brasil de 2009. Antes da partida decisiva, o Internacional entregou à CBF um DVD com lances que, segundo o clube, mostravam erros de arbitragem favoráveis ao Corinthians. O Timão confirmou o título após vencer a ida por 2 a 0 e empatar por 2 a 2 no Beira-Rio. A partir daquele episódio, a expressão “coloca no DVD” passou a ser usada por corintianos como provocação recorrente nos encontros com o Colorado.

Desde então, cada confronto passou a carregar referências ao Brasileirão de 2005, à final de 2009, às discussões sobre arbitragem e às provocações entre torcedores, dirigentes e jogadores. Por isso, Corinthians x Internacional deixou de ser apenas um duelo entre dois campeões nacionais e se transformou em uma das rivalidades interestaduais mais carregadas do futebol brasileiro.

Como o primeiro jogo

O confronto no Beira-Rio começou equilibrado. O Corinthians teve a primeira oportunidade logo no minuto inicial, quando Breno Bidon finalizou de fora da área e obrigou Matheus Cunha a espalmar.

O Internacional respondeu com Bernabei, Carbonero e Villagra, mas encontrou uma defesa corintiana bem posicionada durante boa parte do primeiro tempo. A melhor oportunidade colorada antes do intervalo aconteceu aos 37 minutos, quando Carbonero aproveitou um erro na saída de bola e finalizou com força. Hugo Souza fez a defesa.

O cenário mudou durante o segundo tempo. Depois de aumentar a intensidade e ocupar o campo ofensivo, o Internacional abriu o placar aos 15 minutos. Alan Patrick cobrou escanteio, Vitinho tentou o desvio e a defesa afastou parcialmente. Matheus Bahia dominou o rebote dentro da área e finalizou com força para marcar.

Seis minutos depois, o Colorado ampliou. Bruno Gomes tabelou com Vitinho, recebeu dentro da área e sofreu o pênalti. Alan Patrick cobrou com tranquilidade, deslocou Hugo Souza e fez o segundo gol.

O Corinthians tentou reagir com as entradas de Pedro Raul, Matheus Pereira, Allan e Carrillo, mas não conseguiu diminuir. Nos acréscimos, Raniele ainda obrigou Matheus Cunha a realizar uma defesa importante, preservando o 2 a 0.

A concentração dos gols em um intervalo curto aumentou a frustração corintiana. Depois de sustentar o equilíbrio por mais de uma hora, o time sofreu duas vezes em apenas seis minutos e viu a eliminatória mudar completamente.

Defendendo o título com uma grande virada

O Corinthians entra em campo pressionado, mas também sustentado pela força da Neo Química Arena e por sua relação recente com a Copa do Brasil. A equipe conquistou o torneio em 2025 ao vencer o Vasco por 2 a 1 no Maracanã, depois de um empate sem gols no primeiro jogo da final.

Yuri Alberto e Memphis Depay marcaram na decisão da temporada passada. Os dois, porém, não estarão disponíveis nesta quinta-feira, o que aumenta o desafio de Fernando Diniz para montar um ataque capaz de produzir pelo menos dois gols sem sofrer.

O título de 2025 foi o quarto da história corintiana. O clube também levantou a taça em 1995, 2002 e 2009.

Para continuar defendendo a taça, o Timão precisa apresentar uma atuação mais agressiva do que aquela realizada em Porto Alegre. O time terá de pressionar, ocupar o campo ofensivo e aumentar a presença dentro da área sem permitir que o Internacional encontre espaços para contra-atacar.

A necessidade de gols não significa que o Corinthians possa atacar de maneira desorganizada. Carbonero, Bernabei e Alan Patrick mostraram no Beira-Rio que conseguem acelerar quando encontram espaço. Uma perda de bola com os laterais avançados pode deixar Gabriel Paulista e Gustavo Henrique expostos.

Pedro Raul pode ganhar oportunidade

A principal dúvida de Fernando Diniz está na referência ofensiva. Gui Negão começou como titular no primeiro jogo, mas teve pouca participação e não conseguiu oferecer o peso necessário dentro da área.

Pedro Raul aparece como candidato a começar na Neo Química Arena. Embora ainda procure recuperar seu melhor rendimento, o atacante oferece altura, presença física e capacidade para disputar os cruzamentos de Matheuzinho e Matheus Bidu.

Jesse Lingard também pode ser utilizado. O inglês apresenta maior mobilidade e consegue sair da área para participar da construção, mas não possui as mesmas características de um centroavante fixo. A escolha indicará a forma como o Corinthians pretende atacar a defesa colorada.

Rodrigo Garro será uma das peças mais importantes. O argentino precisa encontrar espaços entre a linha de meio-campo e os zagueiros do Internacional, acelerar os passes e melhorar a qualidade das bolas paradas.

Breno Bidon e André também terão responsabilidade na circulação. Como o Inter pode defender com uma linha de cinco jogadores, movimentar a bola lentamente facilitará a compactação visitante. O Corinthians precisará inverter os lados, atacar a profundidade e evitar uma sequência previsível de cruzamentos.

Kaio César deve atuar como uma das principais alternativas de velocidade. O atacante pode abrir o campo, enfrentar a marcação individual e atacar os espaços deixados por Matheus Bahia ou pelos zagueiros que se deslocarem para a cobertura.

Yuri Alberto e Memphis estão fora

Fernando Diniz não poderá contar com suas duas principais referências ofensivas da conquista de 2025. Yuri Alberto segue em recuperação de uma lesão muscular na parte posterior da coxa direita.

Memphis Depay também não está disponível enquanto trata de questões relacionadas à renovação contratual.

Zakaria Labyad, Hugo, Vitinho e Kayke completam a lista de baixas por problemas físicos. Jesse Lingard é o único jogador corintiano pendurado. Caso seja advertido e o Corinthians avance, ficará fora do primeiro jogo das quartas de final.

Apesar das ausências, a equipe possui jogadores capazes de aumentar o volume ofensivo no decorrer do confronto. Matheus Pereira, Allan e Carrillo aparecem como possibilidades para o segundo tempo, dependendo do placar e do comportamento do Internacional.

O controle da vantagem sem abandonar o ataque

O Internacional entra em campo com uma situação favorável, mas Paulo Pezzolano precisará impedir que a equipe confunda controle com passividade. Permanecer durante toda a partida perto da própria área pode aumentar a pressão, oferecer escanteios ao adversário e aproximar a torcida corintiana do jogo.

A tendência é que o Colorado preserve a estrutura com três zagueiros e dois alas. Sem a bola, Vitinho e Matheus Bahia devem recuar para formar uma linha de cinco defensores. Com a posse, os dois terão a missão de avançar e oferecer opções para retirar o time do campo defensivo.

Bruno Gomes deverá ser deslocado para o meio-campo. O jogador terá papel importante na proteção da entrada da área, na cobertura dos corredores e na primeira saída de bola.

Alan Patrick continuará como a principal referência técnica. Autor do segundo gol na ida, o capitão pode controlar o ritmo, prender a posse e encontrar Carbonero ou Bernabei nos espaços deixados pelo Corinthians.

O camisa 10 também oferece qualidade nas cobranças de falta e escanteio. Como o mandante precisará assumir riscos, uma bola parada bem executada pode ampliar a vantagem colorada e tornar a reação ainda mais difícil.

Camisa 10 busca sequência após período de recuperação

A presença de Alan Patrick desde o início representa uma notícia importante para o Internacional. O meio-campista passou por problemas físicos durante a temporada e tenta recuperar uma sequência como titular.

No primeiro jogo, participou diretamente dos dois gols. Cobrou o escanteio que originou a finalização de Matheus Bahia e converteu o pênalti que ampliou a vantagem. Além da contribuição ofensiva, ajudou o Inter a controlar a posse em momentos importantes.

Carbonero deverá atuar próximo do capitão. O colombiano oferece velocidade para conduzir os contra-ataques e já criou dificuldades para a defesa corintiana no Beira-Rio. Bernabei também pode aparecer mais adiantado, atacando o espaço deixado por Matheuzinho.

Desfalques no Internacional

Paulo Pezzolano perdeu Villagra para a partida decisiva. O volante sentiu dores na coxa durante a semana e ficou fora da relação para o confronto.

Sem ele, Bruno Gomes deve deixar a lateral direita e retornar ao meio-campo. Na defesa, Juninho e Paulinho disputam uma posição ao lado de Mercado e Maripán.

Rochet continua fora depois de passar por cirurgia na coluna. Matheus Cunha, que realizou defesas importantes no primeiro jogo, permanece como titular.

Thiago Maia e Benjamin aprimoram a condição física, enquanto João Victor se recupera de uma lesão na coxa direita. Kayky passou por cirurgia no tornozelo esquerdo. Richard e Clayton Sampaio permanecem afastados.

Mesmo com as baixas, o Internacional possui alternativas para manter uma estrutura defensiva forte. A experiência de Mercado e Maripán pode ser fundamental para suportar o jogo aéreo, organizar a área e evitar que o Corinthians aproveite segundas bolas.

Prováveis escalações

  • Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Kaio César e Pedro Raul, Gui Negão ou Jesse Lingard. Técnico: Fernando Diniz.
  • Internacional: Matheus Cunha; Vitinho, Maripán, Mercado, Juninho ou Paulinho e Matheus Bahia; Bruno Gomes, Bruno Henrique e Alan Patrick; Carbonero e Bernabei. Técnico: Paulo Pezzolano.
  • Árbitro: Felipe Fernandes de Lima
  • Assistente 1: Victor Hugo Imazu dos Santos
  • Assistente 2: Felipe Alan Costa de Oliveira
  • VAR: Rodrigo Nunes de Sá

Rivalidade tem capítulos históricos na Copa do Brasil

Corinthians e Internacional já protagonizaram confrontos marcantes na competição.

A vitória colorada no Beira-Rio alterou o retrospecto. Agora, são sete jogos, com duas vitórias do Internacional, uma do Corinthians e quatro empates.

O primeiro mata-mata aconteceu nas oitavas de final de 1992. O Internacional venceu por 4 a 0 no Pacaembu e encaminhou a classificação. O segundo jogo terminou empatado por 0 a 0 no Beira-Rio.

O Colorado seguiria naquela edição até conquistar o seu único título.

O encontro mais conhecido aconteceu na final de 2009. O Corinthians venceu o primeiro jogo por 2 a 0 no Pacaembu e empatou a volta por 2 a 2 no Beira-Rio, garantindo seu terceiro título.

Em 2017, os clubes voltaram a se enfrentar. Os dois jogos terminaram empatados por 1 a 1, e o Internacional conquistou a classificação nos pênaltis dentro da Neo Química Arena.

O histórico mostra que a vantagem do primeiro jogo nem sempre encerra a disputa, mas também reforça a dificuldade da missão corintiana. Em 1992 e 2009, o clube que venceu a ida por 2 a 0 ou mais conseguiu confirmar a classificação.

Onde o jogo pode ser decidido

O comportamento do Corinthians nos primeiros minutos será uma das principais chaves. A equipe precisa pressionar, mas não pode transformar a necessidade em descontrole. Um gol cedo muda o ambiente; uma chance clara desperdiçada ou um contra-ataque sofrido pode aumentar a ansiedade.

Os laterais terão participação decisiva. Matheuzinho e Matheus Bidu precisam avançar para oferecer largura, mas também devem controlar os movimentos de Bernabei e Carbonero.

No meio-campo, Rodrigo Garro tentará escapar da marcação de Bruno Gomes e Bruno Henrique. Caso o argentino receba de frente para a defesa, poderá encontrar Pedro Raul dentro da área ou acionar Kaio César em velocidade.

Pelo lado colorado, Alan Patrick será o jogador responsável por diminuir o ritmo quando necessário. Sua capacidade para proteger a bola e encontrar passes longos pode permitir que o Inter saia da pressão sem precisar trocar muitos passes no campo defensivo.

A bola aérea será outro elemento importante. O Corinthians pode utilizar Pedro Raul, Gustavo Henrique e Gabriel Paulista nos cruzamentos e escanteios. O Internacional responde com Maripán, Mercado e os demais defensores de boa presença física.

Os goleiros também podem se tornar protagonistas. Hugo Souza precisa evitar que o Inter marque e aumente a exigência ofensiva. Matheus Cunha terá de suportar os períodos de pressão e poderá ser decisivo caso o confronto chegue aos pênaltis.

A vantagem colorada é importante, mas os 90 minutos na Neo Química Arena ainda exigem concentração. O Corinthians joga por uma virada que manteria viva a defesa do título. O Internacional tenta proteger o resultado construído no Beira-Rio e voltar às quartas de final de uma competição que ocupa um lugar especial em sua história.