Cruzeiro e Chapecoense decidem nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026, uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. A bola rola às 19h, pelo horário de Brasília, no Mineirão, em Belo Horizonte, com transmissão do SporTV e do Premiere.
A eliminatória está completamente aberta. O jogo de ida, disputado no domingo, em Chapecó terminou empatado por 0 a 0. Dessa forma, quem vencer no Mineirão avança no tempo normal. Qualquer novo empate, com ou sem gols, leva a definição diretamente para as cobranças de pênaltis. Não existe prorrogação nem critério de gol marcado fora de casa.
O intervalo entre as duas partidas foi de apenas três dias, dentro do calendário concentrado adotado para toda a fase das oitavas. Os clubes não disputaram compromissos pelo Campeonato Brasileiro ou por outras competições entre a ida e a volta, o que permitiu que a preparação fosse totalmente direcionada ao mata-mata nacional.
Como foi o jogo de ida
A Chapecoense começou melhor e criou oportunidades nos primeiros minutos, aproveitando o apoio da torcida e tentando acelerar pelos lados.
Fernando finalizou duas vezes com perigo durante a etapa inicial. Na melhor delas, recebeu depois de uma jogada construída por Bruno Tubarão e Marcinho, mas parou no goleiro Otávio. Bolasie também escapou pela esquerda, entrou na área e obrigou o goleiro cruzeirense a trabalhar.
O Cruzeiro chegou a balançar a rede aos 12 minutos, com Kaique Kenji, mas o lance foi anulado por impedimento. No segundo tempo, Giovanni Augusto tentou surpreender Otávio com uma finalização por cobertura, enquanto Keny Arroyo teve a principal oportunidade celeste nos minutos finais e parou em defesa importante de Anderson.
A igualdade manteve o confronto equilibrado, mas transferiu a decisão para o jogo da volta. A Raposa terá o apoio de sua torcida e a responsabilidade de assumir maior controle da partida. A Chapecoense, por outro lado, chega ao Mineirão sabendo que um único gol pode mudar completamente o ambiente da eliminatória.
Cenário da partida decisiva
O Cruzeiro entra como favorito pela qualidade do elenco, pela tradição na competição e pelo fato de decidir em casa. Essa condição, no entanto, também aumenta a pressão sobre a equipe de Artur Jorge.
Para o confronto de volta, a tendência é que Gabriel Rojas retorne à lateral esquerda. Lucas Villalba atuou improvisado no setor em Chapecó, dentro de uma estratégia mais cautelosa. No Mineirão, o técnico pode escolher uma formação mais ofensiva, utilizando um lateral de origem para ampliar as jogadas pelo corredor.
O papel de Matheus Pereira será central. O meia precisa encontrar espaços entre o meio-campo e a defesa catarinense, aproximando-se de Gerson, Keny Arroyo e Kaio Jorge.
A tendência é que a Chapecoense defenda com linhas próximas e muitos jogadores atrás da bola. O centroavante cruzeirense precisará movimentar-se entre os zagueiros, atacar os cruzamentos e abrir espaço para as chegadas dos meias.
A tradição do maior campeão
O clube levantou a taça em seis oportunidades, além de ter construído algumas das campanhas mais tradicionais da história do mata-mata nacional.
A relação do clube com a competição ajuda a explicar o peso da partida. Mesmo quando não atravessa seu melhor momento na temporada, o Cruzeiro carrega experiência acumulada em confrontos eliminatórios e uma torcida acostumada a tratar a Copa do Brasil como prioridade.
Em 2026, a equipe entrou diretamente na quinta fase e eliminou o Goiás. Depois do empate por 2 a 2 em Goiânia, a Raposa venceu por 1 a 0 no Mineirão e avançou. O roteiro daquela classificação serve como referência para o duelo desta quarta-feira: depois de uma igualdade fora de casa, o clube precisa confirmar a vaga diante de sua torcida.
Cruzeiro terá cinco desfalques
O goleiro Cássio continua em recuperação de uma lesão no joelho, enquanto Léo Aragão também está indisponível. Com isso, Otávio permanece como titular, e Vitor Lamounier deve ser o reserva imediato.
No ataque, Gabriel Pec segue fora depois de sofrer uma fratura na tíbia da perna esquerda. Luis Sinisterra se recupera de uma lesão na coxa, enquanto Néiser Villarreal ainda apresenta problemas musculares.
Mesmo com as ausências, o treinador possui alternativas para montar um setor ofensivo competitivo. Kaique Kenji e Felipe Morais disputam uma posição, enquanto Keny Arroyo e Kaio Jorge aparecem como escolhas mais prováveis.
Bruno Rodrigues e Marquinhos também oferecem opções durante a partida. Caso a Chapecoense consiga fechar os espaços centrais, Artur Jorge poderá utilizar jogadores de maior velocidade para aumentar as jogadas individuais pelos lados.
Chapecoense joga por uma classificação histórica
O clube catarinense chega ao Mineirão com uma oportunidade de alcançar uma das classificações mais importantes de sua trajetória na Copa do Brasil. A equipe sabe que enfrentará pressão, mas o empate na Arena Condá manteve todas as possibilidades abertas.
O plano de Rafael Lacerda deve priorizar organização defensiva, proteção da área e velocidade nas transições. A Chape não precisa assumir o controle da posse desde o começo. O principal objetivo será impedir que o Cruzeiro construa uma pressão contínua e aproveitar os espaços deixados quando o mandante adiantar seus jogadores.
Bruno Tubarão e Bruno Pacheco terão papel importante pelos lados. Os dois precisam acompanhar os avanços dos laterais cruzeirenses, mas também representam caminhos para os contra-ataques. Caso fiquem excessivamente recuados, a Chapecoense corre o risco de perder sua capacidade de sair do campo defensivo.
Camilo, David e Max Alves aparecem como opções para formar o meio-campo. Giovanni Augusto também pode ser utilizado para aumentar a qualidade no passe e ajudar a equipe a manter a bola em momentos importantes.
A principal ausência da Chapecoense é Yannick Bolasie. O atacante sofreu uma lesão no pâncreas após uma disputa de bola durante o primeiro jogo e não viajou para Belo Horizonte. Ele havia sido uma das principais ameaças da equipe na etapa inicial da Arena Condá, especialmente pela capacidade de conduzir a bola em velocidade e enfrentar a marcação individual.
Com a ausência Rafael Lacerda precisa escolher uma nova referência. Neto Pessoa aparece como uma possibilidade por já ter entrado na partida de ida. Franco Rossi, contratado por empréstimo junto ao Toluca, também pode receber uma oportunidade.
Marcinho deve permanecer como uma das principais peças ofensivas. O atacante pode atuar mais aberto, aproximar-se do centroavante ou explorar as costas dos laterais do Cruzeiro. Sua mobilidade será importante para impedir que a defesa mineira permaneça o tempo todo posicionada no campo da Chapecoense.
Rafael Carvalheira, João Paulo, Maurício Garcez, Victor Caetano e Robert também permanecem no departamento médico. A quantidade de baixas reduz as alternativas, mas a equipe catarinense mostrou no primeiro jogo que consegue competir com organização mesmo diante de um elenco tecnicamente superior.
Prováveis escalações
- Cruzeiro: Otávio; Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Gabriel Rojas; Lucas Romero, Gerson e Matheus Pereira; Kaique Kenji ou Felipe Morais, Keny Arroyo e Kaio Jorge. Técnico: Artur Jorge.
- Chapecoense: Anderson; Bruno Tubarão, Rafael Thyere, Eduardo Doma e Bruno Pacheco; Camilo, David e Max Alves ou Giovanni Augusto; Ênio, Marcinho e Neto Pessoa ou Franco Rossi. Técnico: Rafael Lacerda.
- Árbitro: Matheus Delgado Candançan
- Assistente 1: Nailton Júnior de Sousa Oliveira
- Assistente 2: Evandro de Melo Lima
- VAR: Diego Pombo Lopez
Retrospecto do confronto
O histórico dos duelos apresenta vantagem cruzeirense. Antes da partida de volta de 2026, Cruzeiro e Chapecoense haviam se enfrentado cinco vezes pela Copa do Brasil, com duas vitórias da Raposa e três empates. A equipe catarinense ainda busca seu primeiro triunfo contra o adversário no torneio.
O empate sem gols de 2026 ampliou a sequência invicta da Raposa no confronto pela Copa do Brasil, mas também permitiu que a Chapecoense chegasse ao Mineirão dependendo de uma vitória simples para mudar esse retrospecto e alcançar as quartas.
Onde o jogo pode ser decidido
A capacidade do Cruzeiro de encontrar espaço contra uma defesa compacta será uma das principais chaves. A Chapecoense deve reduzir a distância entre os setores e tentar impedir passes para Matheus Pereira na entrada da área.
A Chapecoense tentará atacar justamente os espaços deixados pelos laterais. Marcinho e Ênio possuem velocidade para conduzir os contra-ataques, enquanto Neto Pessoa ou Franco Rossi podem funcionar como referência para segurar a bola e permitir a chegada dos companheiros.
A bola parada também pode ter peso decisivo. Matheus Pereira oferece qualidade nas cobranças do Cruzeiro, enquanto Camilo pode ser uma arma para a Chape. Em uma eliminatória empatada, uma falta lateral ou um escanteio pode alterar toda a estratégia.
Os goleiros também merecem atenção. Otávio realizou defesas importantes no primeiro encontro, especialmente nas finalizações de Bolasie e Fernando. Anderson evitou o gol cruzeirense no segundo tempo ao parar Keny Arroyo. Caso a igualdade permaneça, os dois poderão assumir ainda mais importância em uma eventual disputa por pênaltis.
Mineirão recebe decisão completamente aberta
Cruzeiro x Chapecoense chega ao segundo jogo sem vantagem para nenhum dos lados. A Raposa terá o mando de campo, maior profundidade de elenco e uma relação histórica com a competição. A Chape aposta na organização apresentada na ida e na possibilidade de aumentar a pressão sobre o adversário conforme o tempo passar.
Para o Cruzeiro, marcar cedo pode abrir o confronto e obrigar a equipe catarinense a abandonar parte de sua postura defensiva. Para a Chapecoense, resistir aos primeiros movimentos de pressão será importante para manter o nervosismo do lado mandante.
Os demais duelos e o cenário da fase estão reunidos na matéria sobre as oitavas de final da Copa do Brasil de 2026.
O empate na Arena Condá transformou a volta em um jogo único dentro do Mineirão. Não existe vantagem construída, resultado a administrar ou critério especial de desempate. Cruzeiro e Chapecoense entram em campo sabendo que uma vitória coloca o clube nas quartas de final, enquanto uma nova igualdade prolongará a tensão até as cobranças de pênaltis.