A Praia de Copacabana volta a receber a elite internacional do vôlei de praia. A etapa Elite16 do Rio de Janeiro reunirá 24 duplas no feminino e outras 24 no masculino, com uma lista que mistura campeãs olímpicas, campeões mundiais, medalhistas de grandes competições e parcerias em ascensão no circuito.
O principal destaque brasileiro é a presença de Duda e Ana Patrícia. As duas conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e também foram campeãs mundiais em 2022. Elas chegam ao Rio como uma das principais candidatas ao título e carregam a expectativa de disputar novamente as rodadas decisivas diante da torcida brasileira.
O torneio também terá dois campeões mundiais brasileiros no masculino. Evandro e André conquistaram juntos o Mundial de 2017, em Viena, mas atualmente defendem parcerias diferentes. Evandro joga com Arthur Lanci, enquanto André forma dupla com Renato.
Entre as estrangeiras, terá as norte-americanas Kelly Cheng e Sara Hughes, campeãs mundiais em 2023. Elas também estarão separadas: Cheng atuará com Megan Kraft, enquanto Hughes jogará ao lado de Ally Batenhorst. A presença das duas amplia o peso técnico da chave feminina e deve produzir confrontos de alto nível contra as principais duplas brasileiras.
O Brasil terá nove duplas diretamente na fase principal, seis no feminino e três no masculino. Outras cinco parcerias nacionais entrarão no classificatório em busca das oito vagas restantes de cada gênero.
As campeãs olímpicas anunciadas no torneio
O principal nome olímpico da etapa é a dupla formada por Duda e Ana Patrícia. Na decisão dos Jogos de Paris 2024, as brasileiras venceram as canadenses Melissa Humana-Paredes e Brandie Wilkerson e devolveram ao país o ouro olímpico feminino do vôlei de praia.
A conquista ampliou um currículo que já incluía o título mundial de 2022. No Mundial de 2023, a dupla chegou novamente à final, mas foram superadas justamente por Kelly Cheng e Sara Hughes. A possibilidade de novos encontros no Rio cria um contexto especial, ainda que Cheng e Hughes estejam agora com parceiras diferentes.
Outra medalhista olímpica brasileira inscrita é Bárbara Seixas. Prata nos Jogos do Rio 2016 ao lado de Ágatha, ela retorna à areia de Copacabana dez anos depois daquela campanha. Desta vez, Bárbara disputará o classificatório com Bárbara Caroline e precisará vencer a fase preliminar para entrar na chave principal.
Dupla defende o título conquistado
Carol Solberg e Rebecca chegam como defensoras do título da etapa carioca. Em 2025, elas venceram Thamela e Victoria em uma final inteiramente brasileira e ficaram com o ouro no Rio de Janeiro. As quatro atletas estão novamente garantidas na chave principal.
Agora, as duas parcerias aparecem entre as principais esperanças nacionais para impedir que o título feminino deixe o país.
Thamela e Victoria também chegam respaldadas por resultados internacionais recentes. A parceria conquistou o bronze na etapa etapa do Elite16 de Ostrava, competição que reuniu várias das equipes presentes no Rio.
Chave principal feminina
O Brasil terá seis parcerias diretamente classificadas para a fase de grupos:
- Carol Solberg e Rebecca
- Duda e Ana Patrícia
- Taiana Lima e Talita
- Thamela e Victoria
- Verena e Thainara
- Kyce e Simonetti
Carol e Rebecca aparecem na primeira posição da lista de entrada feminina, enquanto Duda e Ana Patrícia estão entre as principais cabeças de chave. O grupo brasileiro combina experiência olímpica, resultados recentes no circuito e duplas que buscam se consolidar diante de adversárias internacionais.
Brasileiras no classificatório feminino
Outras três duplas do país tentarão conquistar uma vaga na chave principal:
- Carol Horta e Elize Maia
- Andressa e Tainá
- Bárbara Seixas e Bárbara Caroline
O qualificatório terá 16 parcerias disputando oito lugares, que se juntaram as principais duplas previamente classificadas.
Principais adversárias internacionais no feminino
A chave reúne duplas dos Estados Unidos, Países Baixos, Espanha e Japão, além das equipes que avançarem pelo classificatório.
Entre os principais nomes estão:
- Katja Stam e Raïsa Schoon — Países Baixos
- Megan Kraft e Kelly Cheng — Estados Unidos
- Julia Donlin e Lexy Denaburg — Estados Unidos
- Sara Hughes e Ally Batenhorst — Estados Unidos
- Durish e Koenig — Estados Unidos
- Shaw e Phillips — Estados Unidos
- Izuzquiza e Tania Moreno — Espanha
- Ferch e Van Gunst — Estados Unidos
- Anderson e Chacon — Estados Unidos
- Shiba e Reika — Japão
Kelly Cheng e Sara Hughes merecem atenção especial. Campeãs mundiais juntas em 2023, elas representam atualmente projetos diferentes dentro do vôlei de praia norte-americano. Cheng jogará com Megan Kraft, enquanto Hughes estará com Ally Batenhorst. Um eventual duelo entre as duas dependerá da trajetória de cada parceria no torneio.
Título mundial para parcerias diferentes
A chave masculina brasileira terá como principal atração a presença de Evandro e André, campeões mundiais de 2017. A conquista aconteceu quando os dois formavam uma dupla, mas o cenário no Rio será diferente.
Evandro atua atualmente com Arthur Lanci. A parceria aparece na primeira posição da lista de entrada e chega embalada pelo bronze conquistado no Elite de Gstaad, em julho de 2026. André, por sua vez, retorna ao circuito ao lado de Renato e terá pela frente um grupo de adversários experientes.
O fato de os campeões mundiais de 2017 estarem separados cria uma narrativa importante para o torneio. Evandro e Arthur são uma das duplas mais fortes do país no ciclo, enquanto André e Renato tentam construir uma nova parceria capaz de competir contra os principais times internacionais.
Duplas brasileiras na chave principal masculina
O Brasil terá três parcerias diretamente na fase de grupos:
- Evandro e Arthur Lanci
- André e Renato
- George e Pedro
Evandro e Arthur lideram a lista de entrada masculina. André e Renato aparecem como uma das parcerias de maior interesse pela presença do campeão mundial de 2017, enquanto George e Pedro agregam experiência e conhecimento do circuito internacional.
Brasileiros no classificatório masculino
Duas duplas nacionais disputarão a fase preliminar:
- Arthur e Adrielson
- Adelmo e Mateus
Assim como no feminino, o classificatório masculino reunirá 16 equipes em busca de oito posições na fase principal.
Principais adversários internacionais no masculino
A chave masculina terá representantes tradicionais da Europa, América do Sul e Oceania:
- Stefan Boermans e Alexander Brouwer — Países Baixos
- Martins Plavins e Kristians Fokerots — Letônia
- Michal Bryl e Bartosz Łosiak — Polônia
- Rémi Daubas e Calvin Aye — França
- Hendrik Mol e Mathias Berntsen — Noruega
- Nicolás Capogrosso e Tomas Capogrosso — Argentina
- Téo Rotar e Arnaud Gauthier-Rat — França
- Steven van de Velde Luini e Matthew Immers — Países Baixos
- Thomas Hodges e Ben Hood — Austrália
- Hammarberg e Berger — Áustria
- Cottafava e Dal Corso — Itália
- Esteban Grimalt e Marco Grimalt — Chile
Boermans e Brouwer chegam ao Rio depois de vencerem a etapa Elite de Gstaad em julho de 2026. Na mesma competição, Evandro e Arthur Lanci terminaram com a medalha de bronze, resultado que reforça a possibilidade de um confronto importante entre brasileiros e neerlandeses em Copacabana.
Como funciona o Elite16 do Rio
A competição terá 24 duplas em cada gênero. Dezesseis entram diretamente na chave principal e outras oito serão definidas pelo classificatório.
Na primeira fase, as equipes serão distribuídas em seis grupos com quatro duplas. Cada parceria disputará três partidas dentro de sua chave.
Avançam diretamente às oitavas de final:
- Os seis primeiros colocados dos grupos
- Os seis segundos colocados
- Os dois melhores terceiros colocados
As outras quatro equipes que terminarem em terceiro disputarão a rodada de lucky loser. Os dois vencedores completarão as oitavas de final.
Depois disso, a competição passa a ser eliminatória:
- Oitavas de final
- Quartas de final
- Semifinais
- Disputa pelo bronze
- Final
O formato valoriza a regularidade na fase de grupos. Terminar em primeiro ou segundo evita um jogo eliminatório adicional, enquanto as duplas que avançarem pelo lucky loser precisarão administrar um desgaste maior até as rodadas decisivas.
Jogos das duplas brasileiras no feminino
Adversários identificados como “Seed” serão conhecidos depois do encerramento do classificatório.
Quarta-feira, 29 de julho
- 15h — Kyce e Simonetti x Shaw e Phillips, dos Estados Unidos
- 15h — Taiana Lima e Talita x Seed 20
- 16h — Duda e Ana Patrícia x Seed 21
- 16h — Verena e Thainara x Anderson e Chacon, dos Estados Unidos
- 17h — Thamela e Victoria x Seed 19
- 18h — Carol Solberg e Rebecca x Seed 24
Quinta-feira, 30 de julho
- 13h — Taiana Lima e Talita x Seed 17
- 13h — Donlin e Denaburg x Kyce e Simonetti
- 14h — Duda e Ana Patrícia x Shiba e Reika, do Japão
- 14h — Verena e Thainara x Seed 22
- 15h — Thamela e Victoria x Seed 18
- 16h — Carol Solberg e Rebecca x Ferch e Van Gunst, dos Estados Unidos
Sexta-feira, 31 de julho
- 9h — Duda e Ana Patrícia x Durish e Koenig, dos Estados Unidos
- 9h — Stam e Schoon x Verena e Thainara
- 10h — Thamela e Victoria x Kraft e Cheng
- 11h — Carol Solberg e Rebecca x Izuzquiza e Tania Moreno
- 12h — Taiana Lima e Talita x Hughes e Batenhorst
- 12h — Kyce e Simonetti x Seed 23
Jogos das duplas brasileiras no masculino:
Quinta-feira, 30 de julho
- 9h — Luini e Immers x George e Pedro
- 10h — Evandro e Arthur Lanci x Seed 24
- 11h — André e Renato x Cottafava e Dal Corso
- 17h — Plavins e Fokerots x George e Pedro
- 18h — Evandro e Arthur Lanci x Hammarberg e Berger
- 19h — André e Renato x Seed 23
Sexta-feira, 31 de julho
- 14h — George e Pedro x Seed 22
- 15h — Boermans e Brouwer x André e Renato
- 16h — Evandro e Arthur Lanci x Hodges e Hood
A grade permanece sujeita a ajustes da organização.
Cronograma dos jogos do classificatório
Os horários detalhados dependem da montagem definitiva da chave classificatória.
Essas equipes poderão aparecer posteriormente nas vagas indicadas como Seed 17 a Seed 24. Por isso, alguns adversários das duplas diretamente classificadas ainda não possuem nome na programação.
A tabela deve ser atualizada depois da confirmação de presença, da reunião técnica e da definição dos confrontos preliminares. Mudanças também podem ocorrer por condições climáticas ou necessidades operacionais.
Cronograma geral do Elite16 Rio 2026
Quarta-feira, 29 de julho
- Classificatório e abertura da chave principal feminina
- Primeiros jogos femininos a partir das 15h
Quinta-feira, 30 de julho
- Continuação da fase de grupos feminina
- Início da fase de grupos masculina
- Jogos brasileiros entre 9h e 19h
Sexta-feira, 31 de julho
- Encerramento da fase de grupos
- Definição dos classificados ao mata-mata
- Rodada de lucky loser
Sábado, 1º de agosto
- Oitavas de final
- Quartas de final
- Horários definidos após a confirmação dos classificados
Domingo, 2 de agosto
- Semifinais femininas e masculinas
- 15h — disputa do bronze feminino
- 18h — final feminina
- Horários das decisões masculinas sujeitos à consolidação da programação oficial
As semifinais femininas ainda aparecem sem horário definido na grade oficial. A disputa pelo bronze está marcada para as 15h, enquanto a final feminina está prevista para as 18h, sempre no horário local de Brasília.
Onde assistir ao Elite16 do Rio
A transmissão internacional está confirmada na VBTV, plataforma de streaming da Volleyball World. O serviço costuma exibir as partidas das principais quadras, com jogos ao vivo e conteúdo disponível mediante assinatura.
Até 24 de julho de 2026, não havia confirmação oficial de transmissão pelo SporTV. O canal costuma acompanhar etapas importantes do circuito disputadas no Brasil, especialmente jogos decisivos e partidas de duplas brasileiras, mas a grade da etapa carioca ainda não havia sido anunciada pela Globo, pela CBV ou pela organização do torneio.
Como assistir presencialmente
A entrada para acompanhar o Elite16 do Rio de Janeiro em Copacabana será gratuita. No entanto, os torcedores maiores de 18 anos precisam emitir antecipadamente um voucher pela plataforma Bilheteria Digital.
A página para retirada dos vouchers já foi disponibilizada pela organização. O cadastro na plataforma é obrigatório, e cada pessoa poderá emitir até quatro vouchers por CPF para cada dia de competição. A retirada deve ser feita separadamente para cada data.
Informações para o público:
- Entrada gratuita
- Voucher obrigatório para maiores de 18 anos
- Limite de quatro vouchers por CPF em cada dia
- Voucher pessoal e intransferível
- Emissão realizada separadamente para cada data
- Acesso sujeito à capacidade da arena
- Voucher não garante lugar na arquibancada da quadra principal
- Estrutura com acessibilidade nas quadras principal e externas
Menores de 18 anos não precisam emitir voucher, mas devem apresentar documento oficial com foto e estar acompanhados por um adulto responsável.
Mesmo com o voucher emitido, a entrada dependerá da lotação no momento da chegada. O documento também não assegura acesso à arquibancada da quadra central, que estará sujeita à disponibilidade de lugares. A recomendação é chegar com antecedência, principalmente nas semifinais, disputas pelo bronze e finais.
Cada voucher permite apenas uma entrada. Caso o torcedor deixe a arena e pretenda retornar, precisará apresentar outro voucher válido.
No domingo, 2 de agosto, o evento será dividido em duas sessões: das 10h às 14h e das 15h às 19h. Será necessário emitir um voucher para cada período, e todo o público deverá deixar a arena ao término da sessão da manhã.
Horários de funcionamento da arena para o público
- 29 de julho — 9h às 19h
- 30 de julho — 9h às 21h
- 31 de julho — 9h às 21h
- 1º de agosto — 10h às 23h
- 2 de agosto — sessão da manhã das 10h às 14h e sessão da tarde das 15h às 19h
A arena ficará na Praia de Copacabana, em frente ao Copacabana Palace. Os horários poderão sofrer alterações por causa da programação esportiva, das condições climáticas ou de decisões operacionais da organização.
Copacabana reúne passado, presente e futuro da modalidade
A etapa do Rio terá um valor que vai além dos pontos distribuídos no circuito. Copacabana receberá Duda e Ana Patrícia, campeãs olímpicas de Paris 2024; Bárbara Seixas, medalhista de prata na mesma areia nos Jogos de 2016; Evandro e André, campeões mundiais em 2017; e Kelly Cheng e Sara Hughes, donas do título mundial de 2023.
Também estarão em ação as campeãs da edição carioca de 2025, Carol e Rebecca, as vice-campeãs Thamela e Victoria e os vencedores recentes de Gstaad, Boermans e Brouwer. São atletas de gerações e momentos distintos, reunidos em um evento que pode influenciar o ranking, consolidar novas parcerias e fortalecer candidaturas para as principais competições do ciclo.
Para o Brasil, o desafio será transformar quantidade em presença nas fases decisivas. O país começa com nove duplas na chave principal e ainda pode ampliar esse número pelo classificatório. Com campeãs olímpicas, campeões mundiais e atletas acostumados à areia de Copacabana, a expectativa é de protagonismo brasileiro até o domingo de finais.