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Espanha vence a França por 2 a 0 e vai à final da Copa do Mundo 2026

Com gols de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro, seleção espanhola controla a semifinal em Dallas, neutraliza Kylian Mbappé e garante presença na decisão do Mundial.

Por Corte dos Esportes · 14/07/2026 · Categoria: Futebol
Seleção espanhola reunida antes da partida contra a Bulgária pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, em 2025
Foto: Biso/Wikimedia CommonsCC BY 4.0.

A Espanha está novamente na final da Copa do Mundo. Em uma atuação madura, segura e taticamente dominante, a seleção espanhola venceu a França por 2 a 0 nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, no Dallas Stadium, em Arlington, no Texas, e conquistou a classificação para a decisão do torneio.

Mikel Oyarzabal abriu o placar em cobrança de pênalti aos 22 minutos do primeiro tempo. Pedro Porro ampliou aos 13 da etapa final, depois de uma combinação rápida com Dani Olmo. O resultado colocou a Espanha em sua segunda final de Copa do Mundo, 16 anos depois do título conquistado na África do Sul, em 2010.

A equipe comandada por Luis de la Fuente enfrentará Inglaterra ou Argentina na decisão, marcada para 19 de julho, no New York/New Jersey Stadium, em East Rutherford. A França, que tentava chegar à terceira final consecutiva, disputará o terceiro lugar em Miami.

O pênalti que abriu o placar

A semifinal começou equilibrada, com as duas seleções buscando controlar o meio-campo. A França tentou explorar a velocidade de Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Bradley Barcola, enquanto a Espanha procurou alongar a posse de bola e criar espaços a partir das movimentações de Dani Olmo, Álex Baena e Lamine Yamal.

A primeira grande chance do jogo aconteceu aos 22 minutos. Lucas Digne não conseguiu dominar uma bola dentro da área francesa, e Lamine Yamal atacou o espaço para disputar a posse. O lateral francês atingiu o espanhol, e o árbitro Ivan Barton marcou pênalti.

Oyarzabal assumiu a responsabilidade e finalizou para superar Mike Maignan. Foi o quinto gol do atacante espanhol na Copa do Mundo de 2026 e o 30º dele em 60 partidas pela seleção. A cobrança também produziu um dado significativo: pela primeira vez em sete jogos no torneio, França ou Espanha ficaram atrás no placar.

A vantagem permitiu que os espanhóis jogassem dentro de sua principal característica. Rodri e Fabián Ruiz passaram a controlar o ritmo no meio-campo, enquanto os defensores reduziram os espaços para Mbappé receber em condições de acelerar.

O gol da classificação

A França voltou para o segundo tempo tentando adiantar suas linhas, mas a Espanha não abandonou a posse nem recuou excessivamente. A recompensa chegou aos 58 minutos.

Pedro Porro avançou pela direita, tabelou com Dani Olmo e recebeu a devolução dentro da área. O lateral apareceu diante de Maignan e concluiu para marcar o segundo gol espanhol.

Pouco depois, Lamine Yamal ainda balançou a rede, mas o lance foi anulado por impedimento. Mesmo sem marcar, o atacante teve participação decisiva na semifinal. Um dia depois de completar 19 anos, ele provocou o pênalti do primeiro gol, atacou constantemente a defesa francesa e ajudou a Espanha a manter o adversário sob pressão.

A França tentou reagir com mudanças durante a etapa final, mas encontrou dificuldades para transformar sua qualidade individual em oportunidades claras. A seleção de Didier Deschamps terminou a partida com apenas duas finalizações no alvo, apesar de ter apresentado um dos ataques mais produtivos da competição antes da semifinal.

Defesa sólida espanhola

Um dos grandes méritos da classificação foi a capacidade de reduzir o impacto de Kylian Mbappé. O capitão francês chegou à semifinal com oito gols na competição e em igualdade com Lionel Messi na disputa pela artilharia, mas recebeu poucas bolas em condições favoráveis.

Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella mantiveram a linha defensiva compacta. Rodri também teve papel fundamental na proteção à entrada da área e na recuperação das segundas bolas.

Unai Simón completou sua sexta partida sem sofrer gols na Copa de 2026. O goleiro espanhol havia sido vazado apenas uma vez em sete jogos até a classificação para a final, desempenho que resume a consistência defensiva construída pela equipe ao longo do torneio.

A França chegou ao confronto depois de marcar 16 gols e sofrer apenas dois em seus seis primeiros jogos. No entanto, a organização espanhola interrompeu a sequência de seis vitórias francesas em Copas do Mundo e impediu que a equipe alcançasse a terceira decisão consecutiva, depois do título de 2018 e do vice-campeonato em 2022.

Evolução depois de estreia sem vitória

A campanha espanhola começou de maneira inesperada. A equipe empatou por empatou por 0 a 0 com Cabo Verde na primeira rodada do Grupo H.

Depois daquele empate, a seleção cresceu progressivamente. A Espanha goleou a Arábia Saudita, venceu o Uruguai e terminou na liderança de sua chave. No mata-mata, passou por quatro seleções europeias: Áustria, Portugal, Bélgica e França.

A campanha da Espanha até a final:

  • Espanha 0 x 0 Cabo Verde — fase de grupos
  • Espanha 4 x 0 Arábia Saudita — fase de grupos
  • Uruguai 0 x 1 Espanha — fase de grupos
  • Espanha 3 x 0 Áustria — fase de 32 avos de final
  • Portugal 0 x 1 Espanha — oitavas de final
  • Espanha 2 x 1 Bélgica — quartas de final
  • França 0 x 2 Espanha — semifinal

Em sete partidas, a seleção marcou 13 gols e sofreu apenas um. A sequência também ampliou para 37 jogos a invencibilidade espanhola no tempo regulamentar, com 28 vitórias e nove empates desde março de 2024. A marca superou a série anterior de 35 partidas sem derrota registrada entre 2007 e 2009.

Terceira eliminação francesa seguida

A vitória no Texas reforçou uma sequência recente favorável aos espanhóis contra a França. Foi o terceiro verão consecutivo em que a Espanha eliminou os franceses em uma semifinal de competição importante.

Na Eurocopa de 2024, a Espanha venceu por 2 a 1, também com participação decisiva de Lamine Yamal, e avançou para conquistar o título. Em 2025, as seleções fizeram uma semifinal histórica pela Liga das Nações, vencida pelos espanhóis por 5 a 4. Em 2026, o triunfo por 2 a 0 completou a série.

O resultado ganhou ainda mais peso porque a França buscava um feito alcançado por poucas seleções: disputar três finais consecutivas de Copa do Mundo. Didier Deschamps havia conduzido o país ao título em 2018 e à decisão de 2022, perdida para a Argentina nos pênaltis.

A busca pelo segundo título mundial

A Espanha disputará uma final de Copa do Mundo pela segunda vez. A primeira terminou com o título de 2010, quando Andrés Iniesta marcou na prorrogação da decisão contra a Holanda.

A geração atual possui características diferentes, mas preserva elementos tradicionais do futebol espanhol. O time valoriza a posse, aproxima os meio-campistas e utiliza jogadores técnicos para controlar o jogo. Ao mesmo tempo, apresenta maior velocidade pelos lados, especialmente com Lamine Yamal, e capacidade de pressão imediatamente após perder a bola.

Luis de la Fuente chegou à seleção principal em dezembro de 2022 e conduziu o país aos títulos da Liga das Nações de 2023 e da Eurocopa de 2024. A classificação na Copa de 2026 confirmou a continuidade de um ciclo vencedor e colocou a Espanha a uma partida de completar uma sequência histórica de conquistas internacionais.

Diante da França, a vaga não veio apenas pelos dois gols. A Espanha controlou o jogo, neutralizou um dos ataques mais fortes do Mundial e demonstrou maturidade para administrar uma semifinal de enorme pressão. Agora, 16 anos depois de conquistar seu primeiro título mundial na Copa do Mundo de 2010, a seleção espanhola volta ao palco principal do futebol com a oportunidade de levantar a taça pela segunda vez.