Corte dos Esportes Corte dos Esportes
Início Atletismo Automobilismo Basquete Esportes Olímpicos Futebol Futebol Americano Futsal Handebol Lutas Skate Surf Vôlei Vôlei de Praia Tênis

França goleia Noruega com hat-trick de Dembélé e fecha grupo com 100% mirando mais uma final de Copa

Seleção Francesa venceu por 4 a 1, confirmou o favoritismo no Grupo I da Copa do Mundo de 2026 e chegou ao mata-mata com três vitórias em três jogos. Dembélé fez hat-trick, a Noruega poupou titulares e o caminho pode colocar os noruegueses diante do Brasil mais adiante.

Por Corte dos Esportes · 26/06/2026 · Categoria: Futebol

A França entrou em campo já classificada, mas tratou o duelo contra a Noruega como jogo de afirmação. E saiu dele com a melhor resposta possível: vitória por 4 a 1, liderança do Grupo I, 100% de aproveitamento e uma atuação que reforça o tamanho do elenco francês do meio para frente. O nome da partida foi Ousmane Dembélé, autor de um hat-trick ainda no primeiro tempo, em uma noite que transformou um confronto esperado como Mbappé x Haaland em demonstração coletiva de força dos Bleus.

O resultado fechou a primeira fase francesa com três vitórias: 3 a 1 sobre Senegal, 3 a 0 sobre Iraque e 4 a 1 sobre a Noruega. Na prática, a equipe confirmou tudo que se esperava dela no Grupo I: superioridade técnica, profundidade ofensiva e capacidade de vencer jogos de perfis diferentes. A França terminou com 9 pontos, 10 gols marcados e apenas 2 sofridos.

Dembélé decide

O grande recado da França não foi apenas a vitória. Foi a forma. Logo no início com menos de um minuto de jogo, Mbappé acertou o travessão e deixou claro que a seleção francesa não administraria o empate que já bastava para a liderança. Pouco depois, o camisa 10 apareceu como garçom para Dembélé abrir o placar. O atacante ainda marcou mais duas vezes antes do intervalo, completando seu primeiro hat-trick em Copas e dando à França controle quase total da partida.

A Noruega chegou a reagir com Thelo Aasgaard, mas o jogo nunca pareceu realmente escapar das mãos francesas. Jørgen Strand Larsen ainda teve um pênalti defendido no início do segundo tempo, lance que poderia recolocar os noruegueses na partida. No fim, Désiré Doué fechou a goleada nos acréscimos e ampliou a sensação de que a França chega à fase eliminatória com muitas soluções ofensivas.

Essa talvez seja a principal diferença francesa em relação a outros favoritos. Mbappé continua sendo o rosto do time, mas não é a única resposta. Dembélé decidiu. Doué entrou e marcou. Olise, Barcola, Kolo Muani e outras peças dão ao elenco uma variedade rara entre velocidade, passe, drible e ataque ao espaço. Para uma Copa longa, isso pesa tanto quanto uma estrela em grande fase.

Noruega poupou, “escolheu” o caminho e pagou dentro do jogo

A Noruega também já estava classificada, mas tomou uma decisão estratégica clara: preservar jogadores para o mata-mata. A equipe poupou 10 dos 11 titulares considerados principais, incluindo Erling Haaland, artilheiro e grande referência técnica do time. A escolha pode ser compreendida pelo calendário curto e pela exigência física da Copa, mas também teve custo esportivo imediato.

Sem Haaland, a Noruega perdeu presença de área, profundidade e intimidação. Sem parte da base titular, também perdeu coordenação defensiva. Diante de um ataque francês agressivo, a rotação virou convite ao desequilíbrio. A França encontrou espaços, acelerou pelos lados e matou o jogo ainda no primeiro tempo.

Ao poupar, a Noruega praticamente aceitou disputar o segundo lugar do grupo e mirar um caminho alternativo. O problema é que esse caminho também é pesado. O cenário do chaveamento indica Noruega x Costa do Marfim nos 32 avos, com o vencedor podendo cruzar com Brasil ou Japão na sequência. Ou seja: a preservação de Haaland e companhia pode fazer sentido fisicamente, mas não significa, necessariamente, um trajeto mais simples.

Esse possível cruzamento interessa diretamente ao torcedor brasileiro, porque o Brasil encara o Japão em um duelo já tratado como chave para entender o próximo passo da Seleção. O cenário se conecta ao caminho detalhado em na fase de 32 avos da Copa do Mundo de 2026 e também ao contexto do Grupo C, que definiu o caminho brasileiro no mata-mata.

Como ficou o Grupo I

A goleada francesa fechou o Grupo I com a lógica dos favoritos no topo, mas com uma reviravolta importante na briga pelo terceiro lugar. Senegal fez 5 a 0 no Iraque em Toronto, chegou a 3 pontos e ficou na espera para saber se avançaria entre os melhores terceiros colocados.

Classificação final do Grupo I:

  1. França — 9 pontos, 3 vitórias, 10 gols marcados, 2 sofridos, saldo +8
  2. Noruega — 6 pontos, 2 vitórias, 8 gols marcados, 7 sofridos, saldo +1
  3. Senegal — 3 pontos, 1 vitória, 8 gols marcados, 6 sofridos, saldo +2
  4. Iraque — 0 ponto, 1 gol marcado, 12 sofridos, saldo -11

A França foi uma das poucas seleções a fechar sua chave com 100% de aproveitamento. Até aqui, entre os grupos já concluídos, o México também terminou com três vitórias em três jogos, no Grupo A. Essa comparação ajuda a dimensionar o peso da campanha francesa: não foi apenas classificação, foi autoridade.

No fechamento do Grupo I, a França garantiu o primeiro lugar, mas o adversário ainda dependia do fechamento completo das combinações dos terceiros colocados. O caminho do líder do Grupo I prevê um terceiro colocado dos grupos C, D, F, G ou H. O cenário mais forte no momento apontava a Suécia, terceira do Grupo F da Copa do Mundo, como provável rival francês nos 32 avos.

Já a Noruega, segunda colocada do Grupo I, ficou no caminho da Costa do Marfim, vice do Grupo E. Esse cruzamento é relevante porque o vencedor desse duelo entra no mesmo corredor de Brasil ou Japão, criando uma rota que pode colocar Haaland contra a Seleção Brasileira já na etapa seguinte, caso os dois avancem.

Terceira final consecutiva

A campanha também precisa ser lida dentro de um contexto maior. A França não chega ao mata-mata apenas como favorita de 2026. Ela chega tentando alcançar a terceira final consecutiva de Copa do Mundo, depois de ser campeã em 2018 e vice em 2022. Nas últimas sete edições antes de 2026, os franceses chegaram a quatro finais: 1998, 2006, 2018 e 2022. Foram campeões em 1998 e 2018, além dos vice-campeonatos de 2006 e 2022.

Esse histórico explica por que cada atuação francesa carrega um peso diferente. A seleção não é apenas talentosa. Ela aprendeu a competir em Copa. Mesmo quando não encanta durante todos os 90 minutos, costuma ter jogadores decisivos, estrutura defensiva forte e repertório para sobreviver a mata-matas. A goleada sobre a Noruega reforçou esse pacote: controle, profundidade e poder de decisão.

A era Deschamps se aproxima do fim

Há também um componente emocional. Didier Deschamps não esteve no banco contra a Noruega por causa da morte de sua mãe e retornou à França para acompanhar o funeral. Em sua ausência, o auxiliar Guy Stephan comandou a equipe.

A Copa de 2026 ainda tem um simbolismo maior para o técnico. Deschamps já havia indicado que não renovaria o contrato depois do Mundial, encerrando um ciclo histórico iniciado em 2012. Sob seu comando, a França foi campeã do mundo em 2018, finalista em 2022 e manteve uma regularidade rara em seleções nacionais.

Por isso, cada jogo francês neste mata-mata pode carregar sensação de despedida. A equipe tenta entregar ao treinador uma última campanha vitoriosa, talvez a mais difícil: repetir o sucesso em uma Copa expandida, com mais partidas, mais viagens e uma fase extra antes das oitavas tradicionais.

Uma favorita que confirmou o favoritismo

A França sai da fase de grupos como deveria sair uma candidata real ao título: classificada com antecedência, líder, 100% e com jogadores importantes crescendo no momento certo. O hat-trick de Dembélé amplia o leque de ameaças, Mbappé segue influente mesmo sem precisar ser sempre o finalizador, e a equipe mostra que tem peças para mudar jogos de todos os tipos.

A Noruega, por outro lado, sai classificada, mas com uma pergunta inevitável: valeu a pena abrir mão da disputa direta pela liderança? A resposta só virá no mata-mata. Se Haaland voltar descansado e decidir contra a Costa do Marfim, a escolha será defendida. Se o caminho terminar cedo, a goleada para a França será lembrada como o dia em que os noruegueses escolheram preservar forças e entregaram aos Bleus o controle total do grupo.

Para a França, a mensagem é mais simples: a primeira fase terminou, o favoritismo foi confirmado e a busca por uma terceira final consecutiva segue viva. Com Dembélé em alta, Mbappé cercado de talentos e um elenco cheio de alternativas, os franceses entram nos 32 avos como uma das seleções mais fortes da Copa.