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Grêmio e Cruzeiro avançam às quartas de final da Copa do Brasil de 2026

Tricolor derrotou o Mirassol com gol de falta de Pavón, enquanto a Raposa superou a Chapecoense no Mineirão com gols de Matheus Henrique e Kaio Jorge.

Por Corte dos Esportes · 05/08/2026 · Categoria: Futebol

Grêmio e Cruzeiro confirmaram, nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026, suas classificações para as quartas de final da Copa do Brasil. Os dois clubes aproveitaram o mando de campo nos jogos de volta das oitavas e construíram vitórias que reforçam a força de duas camisas historicamente ligadas ao principal mata-mata do futebol nacional.

Em Porto Alegre, o Grêmio venceu o Mirassol por 1 a 0, na Arena, e fechou o confronto com 2 a 1 no placar agregado. O gol decisivo foi marcado por Pavón, em uma cobrança de falta no primeiro tempo. Em Belo Horizonte, o Cruzeiro derrotou a Chapecoense por 2 a 0, no Mineirão, depois de um empate sem gols em Santa Catarina. Matheus Henrique e Kaio Jorge marcaram os gols da classificação celeste.

Bola parada decidi em Porto Alegre

O confronto entre Grêmio e Mirassol chegou completamente aberto à Arena. Na partida de ida, disputada no interior paulista, as equipes haviam empatado por 1 a 1. Isso significava que qualquer vitória classificaria o vencedor, enquanto uma nova igualdade levaria a decisão para as cobranças de pênaltis.

O Grêmio conseguiu quebrar o equilíbrio ainda no primeiro tempo. Pavón assumiu uma cobrança de falta próxima à área e acertou um chute forte, por fora da barreira, para colocar o Tricolor em vantagem. O gol do argentino acabou sendo o único da partida e, consequentemente, o lance que definiu a vaga.

O Mirassol aumentou sua presença ofensiva durante o segundo tempo e chegou a balançar as redes, mas o gol da equipe paulista foi anulado pela arbitragem. Com a vantagem mínima, o Grêmio administrou o resultado até o apito final e confirmou o triunfo por 1 a 0.

Somado ao empate por 1 a 1 no primeiro jogo, o resultado estabeleceu o placar agregado de 2 a 1 para a equipe comandada por Luís Castro. Mais do que uma vitória pontual, a classificação representou uma resposta em um momento de pressão na temporada e manteve o clube gaúcho vivo na disputa por um título nacional.

Veja os melhores momentos da partida abaixo:

A vaga também prolonga a relação do clube com um torneio no qual construiu parte importante de sua identidade. O Grêmio conquistou 5 títulos na Copa do Brasil.

Força do Mineirão

Cruzeiro e Chapecoense também começaram o jogo de volta em igualdade. O empate por 0 a 0 na Arena Condá havia deixado a definição inteiramente para o Mineirão: quem vencesse avançaria, enquanto outro empate levaria a disputa aos pênaltis.

O Cruzeiro assumiu o controle das principais ações, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em oportunidades claras durante boa parte da primeira etapa. A resistência catarinense foi superada nos acréscimos.

Fabrício Bruno recebeu pelo lado direito e cruzou para a área. Matheus Henrique desviou de cabeça, Anderson fez a defesa, mas o próprio meio-campista aproveitou o rebote e cabeceou novamente para abrir o placar. O jogador ainda sofreu um choque na jogada e comemorou o gol com sangramento no rosto.

Pouco depois, Max cometeu uma entrada em Gabriel Rojas. Após revisar o lance no monitor do VAR, o árbitro expulsou o jogador da Chapecoense. O Cruzeiro, portanto, foi para o intervalo vencendo por 1 a 0 e com um atleta a mais em campo.

Na segunda etapa, a equipe mineira continuou buscando o segundo gol. Kaio Jorge chegou a marcar, mas o lance foi invalidado por impedimento. O atacante também acertou a trave antes de voltar a ser decisivo na reta final.

Aos 38 minutos do segundo tempo, Kaio Jorge entrou na área e foi derrubado. O árbitro assinalou o pênalti, e o próprio camisa 19 realizou a cobrança para estabelecer o placar de 2 a 0. A vantagem encerrou qualquer possibilidade de reação da Chapecoense e confirmou a classificação cruzeirense.

Veja os melhores momentos da partida abaixo:

O resultado também preservou a invencibilidade do Cruzeiro diante da Chapecoense em confrontos pela Copa do Brasil. Nos encontros anteriores pelo torneio, a Raposa já havia eliminado o clube catarinense nas edições de 2012 e 2017.

Maior vencedor da competição, o Cruzeiro busca acrescentar uma nova taça às conquistas de 1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018, que ajuda a dimensionar o significado de mais uma presença do clube entre os oito melhores.

O peso histórico das duas classificações

A vaga também encerrou um pequeno afastamento do Grêmio das quartas de final. O Tricolor não aparecia entre os oito melhores da Copa do Brasil desde 2023, edição em que eliminou o Bahia nas quartas e chegou à semifinal contra o Flamengo. Depois disso, caiu nas oitavas diante do Corinthians em 2024 e foi eliminado pelo CSA ainda na terceira fase de 2025. A vitória sobre o Mirassol, portanto, recolocou o clube gaúcho em uma fase decisiva após duas campanhas consecutivas sem chegar às quartas.

Para o Cruzeiro, a classificação representa a consolidação de um retorno. O clube mineiro está nas quartas de final pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, a Raposa enfrentou o Atlético-MG nessa fase e encerrou um intervalo de seis anos sem figurar entre os oito melhores, já que sua participação anterior havia ocorrido em 2019.

Sorteio das quartas de final

Com as classificações, Grêmio e Cruzeiro passam a integrar o grupo dos oito clubes que continuarão na disputa pelo título. Os adversários das quartas de final serão definidos em sorteio marcado para terça-feira, 11 de agosto de 2026, na sede da Confederação Brasileira de Futebol.

As classificações de Grêmio e Cruzeiro se somam às vagas conquistadas por Atlético-MG e Santos, ampliando o grupo de clubes garantidos na próxima etapa do mata-mata nacional.

O sorteio também definirá o chaveamento da reta final, permitindo que cada clube conheça o caminho possível até a decisão. Até a realização do evento, não há adversário confirmado para Grêmio ou Cruzeiro.

A classificação dos dois gigantes reforça uma característica histórica da Copa do Brasil: a capacidade de transformar um único lance em ponto decisivo de uma campanha. Para o Grêmio, a diferença foi uma cobrança de falta precisa de Pavón. Para o Cruzeiro, a vaga passou pela insistência de Matheus Henrique e pelo poder de decisão de Kaio Jorge.

Em confrontos equilibrados, sem grandes vantagens construídas nos jogos de ida, os mandantes responderam diante de suas torcidas. Grêmio e Cruzeiro seguem vivos não apenas pelo peso de suas camisas, mas porque encontraram soluções concretas quando o mata-mata exigiu eficiência, controle emocional e capacidade para decidir.