Corte dos Esportes
Início Atletismo Automobilismo Basquete Esportes Olímpicos Futebol Futebol Americano Futsal Handebol Lutas Skate Surf Tênis Vôlei Vôlei de Praia

Palmeiras 1 x 0 Vasco: chances perdidas e polêmica marcam semifinal da Copa do Brasil 

O Verdão venceu o jogo de ida da semifinal com gol de Maurício, teve expulsão de Saldivia e reclamação de pênalti. Time de Abel Ferreira abre vantagem, mas deixa confronto em aberto para São Januário.

Por Corte dos Esportes · 02/11/2026 · Categoria: Futebol
Jogadores de Palmeiras e Vasco perfilados no gramado com crianças antes do início da partida.
Jogadores perfilados antes da partida de ida da semifinal da Copa do Brasil, no Nubank Parque, em 1º de novembro de 2026. Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon.

O Palmeiras venceu o Vasco por 1 a 0 neste domingo, 1º de novembro, no Nubank Parque, em São Paulo, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil 2026. O único gol da partida foi marcado por Maurício, ainda no primeiro tempo, em uma jogada construída por Jhon Arias e Marlon Freitas. Diante de 40.570 torcedores, a equipe comandada por Abel Ferreira criou oportunidades para construir uma vantagem maior, mas encontrou dificuldades nas finalizações e terminou com uma vitória mínima.

O resultado colocou o Palmeiras em vantagem na disputa por uma vaga na final. Entretanto, o confronto permaneceu aberto, principalmente pela reação vascaína no segundo tempo e pela incapacidade palmeirense de ampliar o placar, mesmo após a expulsão do zagueiro Alan Saldivia.

Palmeiras começou pressionando e desperdiçou boas oportunidades

O time palmeirense iniciou a partida com uma postura ofensiva, procurando acelerar a circulação da bola e explorar os espaços pelos lados do campo. A movimentação de Jhon Arias, a presença de Flaco López na área e as chegadas de Agustín Giay criaram dificuldades para a defesa vascaína desde os primeiros minutos.

Aos três minutos, Flaco López recebeu pela direita e finalizou de um ângulo difícil, exigindo uma intervenção de Léo Jardim. Pouco depois, aos cinco, o atacante argentino apareceu novamente em condições de marcar, mas não conseguiu aproveitar o cruzamento rasteiro de Giay.

Aos 15 minutos, surgiu outra grande oportunidade. Piquerez avançou pela esquerda e cruzou para a área. Léo Jardim não conseguiu afastar completamente a bola, que sobrou para Giay. O lateral palmeirense finalizou por cima do gol, desperdiçando uma chance clara.

O Vasco encontrava dificuldades para manter a posse de bola no campo ofensivo. A equipe carioca tentava utilizar lançamentos e jogadas de velocidade, mas tinha problemas para superar a marcação do Palmeiras e construir ataques com sequência.

O gol do resultado da pressão inicial

A insistência do Palmeiras foi recompensada aos 23 minutos do primeiro tempo.

Jhon Arias recebeu pelo lado esquerdo e realizou uma jogada individual, superando a marcação vascaína. Na continuidade do lance, Marlon Freitas aproveitou a sobra e encontrou Maurício infiltrando nas costas da defesa.

O meia dominou com a perna direita e finalizou de esquerda, vencendo Léo Jardim e colocando o Palmeiras em vantagem.

A jogada reuniu três elementos importantes da atuação palmeirense: a capacidade de Arias para desequilibrar individualmente, a visão de jogo de Marlon Freitas e a movimentação de Maurício para atacar o espaço entre os defensores.

Mesmo depois de abrir o placar, o Palmeiras continuou chegando com perigo.

Aos 40 minutos, Léo Jardim saiu do gol em uma disputa com Flaco López. Na sequência, Giay cruzou e Arias cabeceou em direção à meta, mas Paulo Henrique apareceu praticamente sobre a linha para evitar o segundo gol.

O Vasco respondeu aos 42 minutos, quando Lescano recebeu na entrada da área e finalizou com perigo, à esquerda de Carlos Miguel.

O primeiro tempo terminou com vantagem palmeirense de 1 a 0, mas com a sensação de que o time paulista havia produzido oportunidades suficientes para construir um resultado mais confortável.

Vasco reagiu no segundo tempo e reclamou de pênalti

A segunda etapa apresentou um cenário diferente. O time carioca voltou mais agressivo, adiantou a marcação e conseguiu levar perigo à defesa adversária.

Logo no primeiro minuto, Adson passou pela marcação de Alexander Barboza e finalizou de esquerda, assustando Carlos Miguel.

Na sequência, Lucas Evangelista realizou um recuo perigoso, obrigando o goleiro palmeirense a afastar a bola perto da linha do gol.

Aos quatro minutos, aconteceu um dos lances mais discutidos da partida. Após uma jogada de Lescano dentro da área, a bola atingiu a mão de Alexander Barboza. Os jogadores vascaínos pediram pênalti, mas o árbitro Anderson Daronco não marcou a infração, e o jogo continuou.

O episódio provocou reclamações do Vasco, que enxergava naquele momento uma oportunidade de empatar o confronto.

A equipe comandada por Pedro Emanuel continuou procurando espaços e teve uma oportunidade especialmente importante aos 13 minutos. Cuiabano recebeu livre pela esquerda, entrou na área e ficou diante de Carlos Miguel, mas finalizou mal, mandando a bola para fora.

O Palmeiras também criou oportunidades durante esse período. Gustavo Gómez apareceu em uma cabeçada perigosa, enquanto Piquerez e Flaco López participaram de jogadas que poderiam ampliar a vantagem alviverde.

Expulsão mudou o cenário da partida

Aos 32 minutos do segundo tempo, o Vasco sofreu um golpe importante.

Alan Saldivia perdeu o controle da bola no meio-campo, e Vitor Roque, que havia entrado no lugar de Maurício, conseguiu recuperar a posse. Na tentativa de interromper a jogada, o zagueiro vascaíno cometeu falta no atacante palmeirense.

Como já havia recebido cartão amarelo no primeiro tempo, Saldivia foi advertido novamente e acabou expulso.

A decisão da arbitragem aumentou a tensão da partida e deixou o Vasco com dez jogadores nos minutos finais.

Com superioridade numérica, Abel Ferreira viu a sua equipe aumentar a presença ofensiva. Andreas Pereira, que havia substituído Lucas Evangelista, passou a participar das construções pelo meio, enquanto Vitor Roque oferecia movimentação e presença dentro da área.

Aos 36 minutos, Andreas finalizou em uma jogada de pressão do Palmeiras, mas a defesa vascaína conseguiu impedir o gol.

Mais tarde, aos 42, Erick recebeu em boas condições e finalizou, obrigando Léo Jardim a realizar outra defesa.

Mesmo com maior volume de jogo, o Palmeiras não conseguiu transformar a vantagem numérica em um segundo gol. O Vasco resistiu à pressão e manteve o placar em 1 a 0 até o apito final.

Veja os melhores momentos da partida abaixo:

 

Os números mostram o domínio alviverde

As estatísticas ajudam a explicar o comportamento das equipes durante os 90 minutos.

O Palmeiras terminou a partida com 62% de posse de bola, contra 38% do Vasco. O time paulista também levou vantagem nas finalizações, com 19 tentativas, enquanto os visitantes finalizaram seis vezes.

Nas conclusões em direção ao gol, o Palmeiras registrou quatro, contra apenas uma do Vasco. A equipe de Abel Ferreira ainda cobrou dez escanteios, enquanto o clube carioca teve três.

O domínio territorial foi evidente, mas a eficiência ofensiva não acompanhou o volume produzido. O Palmeiras conseguiu transformar apenas uma de suas 19 finalizações em gol, deixando o Vasco com possibilidades reais de reverter a situação na segunda partida.

Para o time carioca, o principal aspecto positivo foi conseguir manter a diferença mínima apesar das dificuldades defensivas e da expulsão na reta final.

Destaques individuais da partida

Maurício foi o protagonista do resultado. O meio-campista justificou sua presença na equipe titular ao marcar o gol decisivo e aparecer no momento certo para aproveitar o passe de Marlon Freitas.

Marlon Freitas também teve participação fundamental. Além da assistência para o gol, ajudou o Palmeiras a controlar a circulação de bola e organizar o jogo pelo setor central.

Jhon Arias foi outro nome importante, sobretudo no primeiro tempo. Sua capacidade de enfrentar marcadores e produzir jogadas pelos lados trouxe dificuldades constantes ao sistema defensivo vascaíno.

Pelo Vasco, Paulo Henrique teve participação decisiva ao evitar um gol praticamente sobre a linha, enquanto Léo Jardim realizou intervenções importantes para manter o placar apertado.

Cuiabano também apareceu entre os protagonistas do segundo tempo. Embora tenha desperdiçado uma oportunidade clara, foi responsável por uma finalização perigosa que exigiu boa defesa de Carlos Miguel.

O que o resultado representou para a semifinal 

O Palmeiras saiu do primeiro confronto com uma vantagem importante, mas sem uma classificação encaminhada.

A vitória por 1 a 0 significou que o Verdão poderá disputar a partida de volta precisando apenas de um empate para chegar à decisão. Para o Vasco, uma vitória por dois ou mais gols de diferença garantiria a classificação direta, enquanto um triunfo por apenas um gol levaria a definição aos pênaltis.

A situação também reforçou a importância da história dos dois clubes na competição. O Palmeiras, dono de quatro conquistas até então, busca ampliar sua trajetória vencedora, construída em diferentes gerações e detalhada no histórico dos títulos na Copa do Brasil.

Do outro lado, o Vasco tentava escrever mais um capítulo relevante no mata-mata nacional, tendo como referência a campanha do título de 2011, uma das conquistas mais importantes de sua história.

O jogo da volta

A segunda partida da semifinal ficou marcada para 8 de novembro de 2026, às 17h, em São Januário, no Rio de Janeiro.

Com o mando de campo, o Vasco tem a oportunidade de tentar reverter a desvantagem diante de sua torcida. O Palmeiras, por sua vez, entra em campo com a possibilidade de administrar o resultado.

O regulamento da Copa do Brasil não prevê vantagem pelo gol marcado fora de casa. Portanto, qualquer igualdade no placar agregado após os dois confrontos levaria a decisão da vaga para os pênaltis.

Palmeiras vence mas a semifinal está aberta

O Palmeiras fez o suficiente para vencer o primeiro jogo, mas não conseguiu transformar sua superioridade em uma vantagem mais expressiva. A equipe de Abel Ferreira produziu as principais oportunidades da partida, dominou boa parte das ações ofensivas e encontrou em Maurício o jogador responsável pelo gol decisivo.

O Vasco, por outro lado, passou por dificuldades durante o primeiro tempo, reagiu depois do intervalo e conseguiu evitar uma derrota maior mesmo jogando os minutos finais com um atleta a menos.

A vitória palmeirense por 1 a 0 acabou deixando duas leituras importantes. Para o Verdão, ficou o resultado positivo e a vantagem de jogar pelo empate. Para o Cruzmaltino, permaneceu a possibilidade de buscar a classificação em casa.

Foi um confronto marcado pelo domínio ofensivo do Palmeiras, pela resistência do Vasco, por decisões importantes da arbitragem e, principalmente, pela diferença entre criar oportunidades e transformá-las em gols. Uma vitória que colocou o time paulista mais perto da final, mas que deixou a definição da semifinal para São Januário.