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Quinto dia do Fiji Pro 2026 tem nota 10 e Gabriel Medina vivo em Cloudbreak

A sequência da competição transformou algumas das baterias mais importantes da oitava etapa do Championship Tour, com ondas de seis a oito pés, o evento avançou até a definição da final feminina e das primeiras vagas nas semifinais masculinas.

Por Corte dos Esportes · 02/09/2026 · Categoria: Surf

Realizado nesta terça-feira, 01 de Setembro, fuso do Brasil , o quinto dia também teve uma das maiores atuações individuais da etapa. Kauli Vaast conseguiu uma nota 10 vencendo sua bateria contra Miguel Pupo. No feminino, Erin Brooks manteve o enorme rendimento apresentado desde o início do evento, eliminou Carissa Moore na semifinal e avançou para decidir o título contra Isabella Nichols.

Para o Brasil, a rodada teve um saldo pesado: Italo Ferreira, Samuel Pupo, Miguel Pupo e Yago Dora foram eliminados, enquanto Gabriel Medina sobreviveu e garantiu presença nas quartas de final.

Cloudbreak cresce e quinto dia ganha peso decisivo

Depois de períodos de espera ao longo da janela do Fiji Pro, Cloudbreak voltou a apresentar condições que permitiram uma rodada extensa. A WSL registrou ondas na faixa de seis a oito pés, suficientes para produzir tubos, grandes manobras e pontuações altas em um dia que começou com as quartas femininas, passou pelas semifinais das mulheres e depois entrou na fase decisiva da chave masculina. A retomada deu sequência a uma etapa que já havia mudado de cenário anteriormente, quando o Fiji Pro voltou com zebras no feminino e um swell gigante no radar, preparando o terreno para a reta decisiva da competição.

O cenário ajudou a reforçar uma das características que tornam Cloudbreak especial dentro do circuito. A esquerda de Fiji permite combinar leitura de tubo, velocidade e potência nas manobras, mas também pune qualquer erro de escolha. No quinto dia, essa diferença apareceu com clareza: algumas baterias foram decididas por margens mínimas, enquanto outras terminaram com domínio amplo de quem conseguiu encontrar as melhores ondas.

Erin Brooks chega a mais uma final

Erin Brooks voltou a ser um dos grandes nomes do Fiji Pro. Depois de já ter conseguido uma onda nota 10 na abertura da competição, a canadense passou por Vahine Fierro nas quartas de final por apenas 0,43 ponto. Brooks somou 11,10, contra 10,67 da taitiana.

Na semifinal, o desafio aumentou. Do outro lado estava Carissa Moore, pentacampeã mundial e campeã olímpica. Brooks venceu novamente, desta vez por 11,84 a 9,97, e garantiu sua segunda final consecutiva no trecho do Pacífico depois de também chegar à decisão no Taiti.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

Apesar da eliminação, Carissa deixou Fiji em posição extremamente importante na temporada. O desempenho no evento colocou a havaiana na liderança do ranking mundial feminino e garantiu a lycra amarela para a etapa seguinte em Trestles.

Isabella Nichols completa a decisão feminina

A outra vaga na final ficou com Isabella Nichols. Nas quartas, a australiana derrotou Yolanda Hopkins por 9,67 a 6,77. Depois, protagonizou uma das baterias mais apertadas do dia contra Brisa Hennessy.

Nichols venceu por 10,67 a 10,50, diferença de somente 0,17 ponto. A australiana ainda sofreu uma lesão no tornozelo nos momentos finais da bateria, mas retornou ao outside para permanecer na disputa até o encerramento. Com a vitória, garantiu a final contra Erin Brooks.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

Italo Ferreira cai nas oitavas

A fase masculina trouxe consequências importantes para a corrida pelo título mundial. Líder do ranking ao entrar na bateria, Italo enfrentou Connor O'Leary nas oitavas de final e não conseguiu acompanhar o japonês nas melhores oportunidades.

O'Leary somou 14,33 pontos e conseguiu uma onda de 9,00. Italo terminou com 7,27 e foi eliminado antes das quartas. O resultado encerrou a participação do brasileiro em uma etapa na qual havia chegado defendendo a liderança do Championship Tour.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

Outro brasileiro desclassificado

Samuel Pupo também se despediu nas oitavas. Griffin Colapinto venceu por 14,00 a 12,60 em uma bateria movimentada, na qual o norte-americano chegou a quebrar duas pranchas antes de encontrar as notas necessárias para virar o confronto.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

Kauli Vaast elimina Miguel Pupo

A atuação mais contundente da rodada masculina veio de Kauli Vaast. Em sua primeira participação competitiva em Cloudbreak, o campeão olímpico encontrou um tubo de alto grau de dificuldade e recebeu nota 10 dos juízes.

Vaast ainda acrescentou um 9,07 e encerrou a bateria com 19,07 de 20 possíveis. Miguel Pupo marcou 11,17 e acabou eliminado. Foi a segunda nota perfeita registrada no Fiji Pro 2026, depois do 10 conseguido por Erin Brooks no início do evento.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

A atuação colocou Vaast diretamente no caminho de Gabriel Medina, formando uma das quartas de final mais aguardadas da competição: de um lado, um especialista em ondas pesadas e campeão olímpico; do outro, um tricampeão mundial com histórico de grandes resultados em Cloudbreak.

Yago Dora para em Cole Houshmand

Yago começou bem o dia. Campeão mundial de 2025, conquistado justamente em Cloudbreak, o brasileiro dominou Kanoa Igarashi nas oitavas e venceu por 14,40 a 6,83. Suas duas melhores ondas passaram dos sete pontos e garantiram uma classificação sem grandes sustos.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

Nas quartas, porém, o cenário mudou.

Cole Houshmand encontrou as melhores oportunidades da bateria e somou 16,13 pontos. Yago respondeu com 13,27, mas não conseguiu a nota necessária para virar nos minutos finais. O norte-americano eliminou o atual campeão mundial e avançou para as semifinais.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

Houshmand terminou o quinto dia classificado para enfrentar Leonardo Fioravanti. O italiano, segundo colocado do ranking mundial naquele momento, derrotou Callum Robson por 14,10 a 10,94 nas quartas e ganhou uma oportunidade importante de avançar na disputa pelo topo após as eliminações de vários rivais diretos.

Medina mantém Brasil vivo

Gabriel Medina passou a ser o último brasileiro ainda presente na chave masculina.

O tricampeão mundial teve uma das baterias mais equilibradas das oitavas. Contra Barron Mamiya, Medina venceu por 13,77 a 13,33, diferença de somente 0,44 ponto. O resultado garantiu sua classificação para enfrentar Kauli Vaast nas quartas.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

O confronto aumentou ainda mais o interesse em torno da reta final. Medina tem uma relação histórica com Cloudbreak e já conquistou duas etapas em Fiji, enquanto Vaast chegou às quartas embalado pelo 19,07 e pela nota 10 contra Miguel Pupo.

Resultados do quinto dia do Fiji Pro 2026

Quartas de final femininas:

  • Carissa Moore 14,34 x 11,00 Bettylou Sakura Johnson
  • Erin Brooks 11,10 x 10,67 Vahine Fierro
  • Isabella Nichols 9,67 x 6,77 Yolanda Hopkins
  • Brisa Hennessy 10,83 x 7,47 Lakey Peterson

Semifinais femininas:

  • Erin Brooks 11,84 x 9,97 Carissa Moore
  • Isabella Nichols 10,67 x 10,50 Brisa Hennessy

Final feminina:

  • Erin Brooks x Isabella Nichols

Oitavas de final masculinas:

  • Cole Houshmand 10,17 x 4,00 Seth Moniz
  • Yago Dora 14,40 x 6,83 Kanoa Igarashi
  • Leonardo Fioravanti 14,33 x 10,43 Morgan Cibilic
  • Callum Robson 10,50 x 8,77 Jake Marshall
  • Connor O'Leary 14,33 x 7,27 Italo Ferreira
  • Griffin Colapinto 14,00 x 12,60 Samuel Pupo
  • Kauli Vaast 19,07 x 11,17 Miguel Pupo
  • Gabriel Medina 13,77 x 13,33 Barron Mamiya

Quartas de final masculinas realizadas no dia:

  • Cole Houshmand 16,13 x 13,27 Yago Dora
  • Leonardo Fioravanti 14,10 x 10,94 Callum Robson

Próximos confrontos do masculino

Com duas quartas de final já realizadas no quinto dia, a chave masculina ficou parcialmente definida para o Finals Day. Cole Houshmand e Leonardo Fioravanti já garantiram vaga na semifinal, enquanto outras duas baterias das quartas ainda serão disputadas em Cloudbreak.

Quartas de final restantes:

  • Bateria 3 — Connor O’Leary (Japão) x Griffin Colapinto (Estados Unidos)
  • Bateria 4 — Kauli Vaast (França) x Gabriel Medina (Brasil)

A primeira semifinal já está definida:

  • Cole Houshmand (Estados Unidos) x Leonardo Fioravanti (Itália)

A segunda semifinal terá:

  • Vencedor de Connor O’Leary x Griffin Colapinto contra vencedor de Kauli Vaast x Gabriel Medina.

Horário da próxima chamada e transmissão

A WSL marcou a próxima chamada para 6h45 da manhã de quinta-feira, 3 de setembro, no horário de Fiji. Como Fiji está 15 horas à frente do horário de Brasília neste período, para o público brasileiro a chamada acontece às 15h45 desta quarta-feira, 2 de setembro. Caso a competição seja confirmada, o início está previsto para 7h05 em Fiji, equivalente a 16h05 no horário de Brasília.

A transmissão oficial do Fiji Pro 2026 está confirmada ao vivo pelo site da World Surf League, o WorldSurfLeague.com, e pelo aplicativo gratuito da WSL.

A programação do Finals Day começa pelas duas quartas de final masculinas restantes. Na sequência serão realizadas as semifinais masculinas, depois a final feminina entre Erin Brooks e Isabella Nichols e, por último, a decisão masculina.

O que o quinto dia representou para o Fiji Pro

Mais do que simplesmente aproximar a etapa das finais, mexeu diretamente com a temporada da WSL. A eliminação de Italo Ferreira abriu espaço para seus perseguidores na classificação masculina, enquanto Yago Dora e Miguel Pupo também deixaram de somar uma pontuação ainda maior em Cloudbreak. Fioravanti, por outro lado, encerrou a rodada já garantido nas semifinais.

No feminino, a ascensão de Erin Brooks ganhou mais um capítulo. A canadense voltou a mostrar sua adaptação às esquerdas pesadas do Pacífico e chegou à decisão depois de passar por Fierro e Carissa Moore. Isabella Nichols, mesmo após o problema físico na semifinal, completou a final.

Assim, o quinto dia do WSL Fiji Pro 2026 ficou marcado por três imagens principais: a nota perfeita de Kauli Vaast, a sequência de Erin Brooks rumo à final e a sobrevivência de Gabriel Medina em meio à queda dos principais brasileiros. Em uma etapa disputada em uma das ondas mais exigentes do circuito, Cloudbreak voltou a cumprir seu papel: separar rapidamente quem apenas chega competitivo de quem consegue transformar tubos, pressão e risco em uma campanha capaz de disputar o título em uma das ondas mais emblemáticas do tour.