Fluminense e Vasco decidem nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026, uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. A bola rola às 21h30, pelo horário de Brasília, no Maracanã, com mando tricolor e transmissão da TV Globo, ge tv, SporTV e Premiere.
A eliminatória permanece completamente aberta depois do empate em 0 a 0 no jogo de ida, disputado no sábado, também no Maracanã, mas com mando vascaíno. Quem vencer no tempo normal avança. Qualquer nova igualdade, independentemente do número de gols, leva a disputa diretamente para as cobranças de pênaltis. Não existe prorrogação nem critério de gol marcado fora de casa.
O clássico encerra uma sequência curta e intensa entre os dois jogos. Assim como aconteceu nos demais confrontos das oitavas, não houve uma rodada do Campeonato Brasileiro ou compromisso por competição continental entre a ida e a volta. As equipes tiveram poucos dias para recuperar os jogadores, analisar o primeiro encontro e preparar ajustes específicos para a decisão.
A partida também carrega a memória da semifinal da Copa do Brasil de 2025. Na ocasião, o Vasco eliminou o Fluminense nos pênaltis e avançou à decisão. Menos de um ano depois, os rivais voltam a disputar uma vaga no torneio, desta vez pelas oitavas de final.
Como foi o empate no primeiro jogo
Fluminense e Vasco apresentaram dificuldades na construção, cometeram erros de passe no meio-campo e tiveram problemas para transformar a posse de bola em pressão contínua.
O Tricolor Carioca criou as melhores oportunidades da partida, mas encontrou Léo Jardim em mais uma atuação segura. O goleiro vascaíno apareceu quando foi exigido e ajudou a equipe a sair do primeiro encontro sem sofrer gols.
O Vasco teve sua principal possibilidade em uma bola aérea. Tchê Tchê apareceu livre na pequena área, mas não conseguiu completar a cabeçada da maneira desejada. O lance representou a melhor chance cruz-maltina em uma partida marcada por disputas físicas, muitas faltas e pouco espaço para os jogadores criativos.
Apoio da torcida como mandante
O Fluminense será oficialmente o mandante da partida decisiva e terá maioria de seus torcedores no Maracanã. Mais de 46 mil ingressos já haviam sido vendidos na véspera do jogo, com o setor sul esgotado, criando a expectativa de um dos maiores públicos das oitavas de final.
A equipe de Luis Zubeldía deve manter a base utilizada na ida. Apesar de não ter marcado, o treinador avaliou positivamente a organização defensiva e não pretende realizar alterações profundas no sistema.
Fábio continua como uma das principais referências. O goleiro possui longa experiência em mata-matas, decisões por pênaltis e partidas de alta pressão. Sua presença ganha importância especial porque o confronto pode terminar nas cobranças.
A defesa deve ter Guga, Ignácio, Igor Rabello e Guilherme Arana. Jemmes está novamente disponível depois de se recuperar de um problema físico, mas a tendência é que comece no banco. Castillo também retorna à relação de jogadores à disposição.
No meio-campo, Hércules e Martinelli precisam oferecer proteção à defesa e velocidade à circulação da bola. Lucho Acosta será responsável por encontrar espaços entre as linhas vascaínas, especialmente quando Jair, Tchê Tchê e Thiago Mendes se aproximarem para fechar a região central.
O desempenho do argentino pode ser uma das chaves da decisão. O Vasco deve tentar impedir que ele receba de frente para a defesa, obrigando o Fluminense a construir mais jogadas pelos corredores laterais.
John Kennedy busca resposta contra o rival
O atacante vive um momento diferente daquele encontrado na semifinal de 2025, quando desperdiçou uma das cobranças na disputa de pênaltis que classificou o Vasco.
O reencontro oferece ao atacante uma possibilidade de mudar essa lembrança. John Kennedy deverá atuar entre os zagueiros, movimentar-se para abrir espaços e buscar combinações com Savarino, Canobbio e Lucho Acosta.
Savarino pode sair do lado direito e aproximar-se do meio, enquanto Canobbio oferece intensidade, pressão na saída de bola e capacidade para atacar a última linha. A movimentação do trio será importante para retirar Cuesta e Robert Renan de suas posições.
A trajetória tricolor na competição possui como principal referência a conquista de 2007.
Desfalques mantêm defesa tricolor modificada
Luis Zubeldía continua sem quatro defensores. Thiago Silva, Millán, Freytes e Matheus Reis estão lesionados e não poderão participar da partida. As ausências obrigaram o treinador a reorganizar o setor, mas a equipe conseguiu terminar o primeiro clássico sem sofrer gols.
Ignácio e Igor Rabello devem formar novamente a dupla de zaga. Os dois precisarão ter atenção especial com a mobilidade de Brenner e com os movimentos de Andrés Gómez pelos lados.
Guilherme Arana pode exercer uma função decisiva no apoio. Quando o Fluminense tiver a bola, o lateral deverá avançar para oferecer amplitude e permitir que Canobbio se aproxime da área. O risco está no espaço deixado às suas costas, região que o Vasco pode explorar em transições rápidas.
Lucho Acosta é o único jogador tricolor pendurado. Uma advertência não altera sua participação nesta partida, mas poderá tirá-lo do primeiro jogo das quartas de final caso o Fluminense avance.
Retorno vascaíno para a decisão
A principal novidade do Vasco é o retorno de Thiago Mendes. Capitão da equipe, o meio-campista cumpriu suspensão no jogo de ida e volta diretamente ao time titular.
Sua presença aumenta a capacidade de marcação e saída de bola. Thiago Mendes pode atuar próximo de Jair e Tchê Tchê, formando um meio-campo experiente e preparado para reduzir os espaços ocupados por Lucho Acosta e Savarino.
O retorno também oferece maior liberdade para Tchê Tchê avançar. O jogador apareceu dentro da área no primeiro encontro e desperdiçou a melhor oportunidade vascaína. Com Thiago Mendes protegendo a defesa, poderá repetir essas infiltrações com maior frequência.
Pedro Emanuel ainda procura melhorar o rendimento ofensivo da equipe. O Vasco encontrou dificuldades para criar oportunidades depois da retomada do calendário e precisa oferecer mais apoio ao centroavante.
Brenner aparece como provável titular, mas Claudio Spinelli também representa uma alternativa. Brenner oferece mobilidade e participação fora da área. Spinelli, por sua vez, possui maior presença física, força nas disputas aéreas e capacidade para funcionar como referência nos cruzamentos.
Andrés Gómez será uma das principais armas de velocidade. O atacante pode explorar os espaços deixados pelos laterais do Fluminense e tentar conduzir os contra-ataques. David e Nuno Moreira disputam a outra posição no setor ofensivo.
O goleiro de uma classificação histórica
Léo Jardim entra novamente como um dos personagens centrais do confronto. Além de ter sido importante no empate da ida, o goleiro foi o grande protagonista da classificação vascaína sobre o Fluminense na Copa do Brasil de 2025.
Depois da vitória tricolor por 1 a 0 no tempo normal, Léo Jardim defendeu duas cobranças e ajudou o Vasco a vencer a disputa por 4 a 3. O resultado colocou o clube na final e consolidou a imagem do goleiro como especialista em partidas eliminatórias.
A possibilidade de uma nova disputa por pênaltis aumenta o peso dessa lembrança. Ao mesmo tempo, o Vasco não pode construir sua estratégia pensando exclusivamente nas cobranças. Permitir que o Fluminense mantenha pressão durante os 90 minutos seria arriscado, especialmente diante de uma torcida majoritariamente tricolor.
A equipe cruz-maltina precisa encontrar momentos para controlar a posse, afastar o adversário de sua área e atacar. Paulo Henrique e Cuiabano terão responsabilidade importante para oferecer profundidade pelos lados.
Na defesa, Cuesta e Robert Renan devem repetir a parceria. A dupla terá pela frente um ataque de muita movimentação e precisará evitar que John Kennedy receba livre dentro da área.
Mateus Carvalho é o único desfalque confirmado do Vasco por problema físico. O restante do grupo principal está à disposição de Pedro Emanuel.
O título de 2011 permanece como a grande referência vascaína no torneio.
Prováveis escalações
- Fluminense: Fábio; Guga, Ignácio, Igor Rabello e Guilherme Arana; Hércules, Martinelli e Lucho Acosta; Canobbio, Savarino e John Kennedy. Técnico: Luis Zubeldía.
- Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, Carlos Cuesta, Robert Renan e Cuiabano; Jair, Tchê Tchê e Thiago Mendes; Andrés Gómez, Brenner e David ou Nuno Moreira. Técnico: Pedro Emanuel.
- Árbitro: Wilton Pereira Sampaio
- Assistente 1: Bruno Boschilia
- Assistente 2: Leone Carvalho Rocha
- VAR: Gilberto Rodrigues Castro Junior
Retrospecto equilibrado na Copa do Brasil
Fluminense e Vasco construíram um histórico equilibrado dentro da competição.
Com o 0 a 0 no jogo de ida, o histórico passou a registrar sete confrontos: duas vitórias do Vasco, uma do Fluminense e quatro empates. O Cruz-Maltino marcou sete gols, enquanto o Tricolor fez seis.
O confronto de 2026 funciona, portanto, como mais um desempate histórico. O Fluminense eliminou o Vasco em 2000; o Vasco avançou em 2006 e 2025. Agora, o clube tricolor tenta diminuir essa diferença e responder à eliminação sofrida na temporada anterior.
Rivalidade também teve decisões importantes em 2026
O equilíbrio não está restrito à Copa do Brasil. Fluminense e Vasco já se enfrentaram em outros momentos importantes da temporada de 2026.
No Campeonato Carioca, o Fluminense eliminou o rival na semifinal. Venceu a primeira partida por 1 a 0 e empatou o segundo clássico por 1 a 1, garantindo presença na decisão estadual.
No Campeonato Brasileiro, o Vasco conseguiu uma virada marcante. O Fluminense abriu 2 a 0, mas o Cruz-Maltino reagiu no segundo tempo e venceu por 3 a 2. Nuno Moreira, Spinelli e Thiago Mendes marcaram os gols da reação, com o gol decisivo saindo aos 50 minutos.
Esses resultados reforçam a dificuldade de estabelecer um favorito absoluto.
Onde o jogo pode ser decidido
A disputa pelo meio-campo tende a determinar o ritmo. O Vasco terá três jogadores experientes no setor e tentará reduzir os espaços entre suas linhas. O Fluminense precisa movimentar Lucho Acosta e Savarino para evitar que a construção fique previsível.
Os corredores também terão peso. Guilherme Arana e Guga devem avançar pelo Fluminense, enquanto Paulo Henrique e Cuiabano oferecem profundidade ao Vasco. O time que conseguir empurrar os laterais adversários para o campo defensivo poderá controlar territorialmente o clássico.
A transição vascaína merece atenção. Andrés Gómez possui velocidade para atacar o espaço, especialmente quando Arana estiver adiantado. Hércules terá a responsabilidade de fazer a cobertura e impedir que o atacante receba em situação de igualdade numérica contra os zagueiros.
Pelo lado tricolor, John Kennedy pode tentar sair da referência central para abrir espaços. Caso Cuesta ou Robert Renan acompanhem o atacante, Canobbio e Savarino poderão atacar a área.
A bola parada é outro elemento importante. Lucho Acosta possui qualidade nas cobranças do Fluminense, enquanto Thiago Mendes e Tchê Tchê podem oferecer alternativas ao Vasco. Em uma partida sem vantagem no agregado, um escanteio ou uma falta lateral pode definir a classificação.
O aspecto emocional também será decisivo. Quanto mais tempo o placar permanecer em igualdade, maior será a tensão no Maracanã. Fluminense e Vasco precisarão evitar que a ansiedade transforme a partida em uma sequência de erros e decisões precipitadas, como ocorreu em alguns momentos do primeiro encontro.
Maracanã recebe mais uma decisão
Fluminense x Vasco chega ao segundo jogo sem vantagem para nenhum dos lados. O Tricolor possui o mando, terá maioria nas arquibancadas e tenta responder à eliminação sofrida na semifinal de 2025. O Cruz-Maltino aposta no retorno de Thiago Mendes, na segurança de Léo Jardim e na lembrança recente de uma classificação nos pênaltis contra o mesmo adversário.
Os dois clubes possuem títulos da Copa do Brasil e carregam objetivos importantes na competição. O Fluminense busca repetir a conquista de 2007. O Vasco tenta reencontrar o caminho iniciado com o título de 2011 e prolongado pela presença na final de 2025.
O calendário completo e os demais confrontos estão reunidos na matéria sobre as oitavas de final da Copa do Brasil de 2026.
Depois de um primeiro jogo marcado pelo equilíbrio e por poucas oportunidades, a volta exige uma postura mais decisiva. Não existe gol de vantagem, resultado confortável ou critério especial de desempate. Uma vitória coloca Fluminense ou Vasco nas quartas de final. Uma nova igualdade levará o clássico ao cenário que definiu a semifinal de 2025: a disputa por pênaltis diante de um Maracanã carregado de pressão.